Putin defende "guerra justa" na Ucrânia

Celebrações do Dia da Vitória em Moscovo decorreram sob forte segurança e sem a presença de equipamento militar pesado.

10 de maio de 2026 às 01:30
Putin usou discurso do Dia da Vitória para justificar a invasão da Ucrânia e atacar a NATO Foto: Direitos Reservados
Aliados. Militares norte-coreanos que combateram na ‘operação militar especial’ participaram no desfile Foto: Direitos Reservados
Vigilância. Desfile militar decorreu sob fortes medidas de segurança Foto: Direitos Reservados
Receio. Pela primeira vez em quase duas décadas o desfile na Praça Vermelha não contou com tanques nem mísseis Foto: Direitos Reservados
Orgulho. Desfile militar assinalou o 81.º aniversário da vitória sobre a Alemanha nazi na II Guerra Mundial. Foto: Direitos Reservados

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Vladimir Putin usou este sábado o seu discurso nas celebrações do Dia da Vitória para justificar a invasão da Ucrânia como “uma causa justa” e denunciar o envolvimento da NATO, garantindo que a Rússia “sairá vitoriosa” como na IIGuerra Mundial.

O líder russo, que presidiu a um desfile militar mais contido do que em anos anteriores devido à ameaça de ataques ucranianos, recordou o sacrifício dos milhões de russos que combateram a Alemanha nazi e garantiu que o seu feito “serve de inspiração” aos militares que levam a cabo a ‘operação militar especial’ na Ucrânia. “Eles enfrentam uma força agressiva armada e apoiada por toda a NATO. E, apesar disso, continuam a avançar. Avitória sempre foi e sempre será nossa”, garantiu.

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Zelensky provoca e diz que Kiev “autorizou” parada militar em Moscovo

O desfile não contou este ano com a habitual presença de tanques e mísseis devido a alegadas “razões operacionais”, nomeadamente, o receio de que a Ucrânia lançasse um ataque com drones durante o desfile para humilhar Putin. Para evitar isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na sexta-feira que os dois países tinham aceitado uma trégua de três dias, até esta segunda-feira, acompanhada pela libertação de mil prisioneiros de guerra de cada lado. O líder ucraniano, Volodymyr Zelensky, não resistiu a lançar uma provocação a Moscovo, assinando publicamente um decreto a “autorizar” a realização do desfile militar em Moscovo, no que o Kremlin considerou como “uma brincadeira tola”.

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