Rússia avisa estrangeiros para saírem de Kiev
Moscovo ameaça "campanha sistemática" de bombardeamentos contra a capital ucraniana.
A Rússia ameaçou lançar uma “campanha sistemática” de bombardeamentos contra Kiev e aconselhou todos os cidadãos estrangeiros, incluindo diplomatas, a deixarem a capital ucraniana “o mais rapidamente possível”.
O aviso de Moscovo dá a entender que o devastador ataque do fim de semana contra a capital ucraniana, que envolveu centenas de mísseis e drones - incluindo um míssil ‘Oreshnik’ com capacidade nuclear - , e que provocou a morte de quatro pessoas, terá sido apenas o início de uma campanha de ataques em larga escala contra a cidade, no que o Kremlin diz ser uma retaliação pela ataque ucraniano da semana passada contra um dormitório universitário na região ocupada de Luhansk, que terá feito pelo menos 21 mortos.
Num sinal de que o aviso é para ser levado a sério, o ministro russo dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, disse que telefonou ao Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, a pedido do presidente Vladimir Putin, para o avisar que os EUA deveriam retirar o seu pessoal diplomático de Kiev sem demora. Segundo a Rússia, os ataques irão visar “centro de decisão e de comando”, bem como bunkers subterrâneos e instalações de produção de drones.
O governo ucraniano tentou minimizar as ameaças russas afirmando que “não são nada de novo”, uma vez que Kiev tem sido constantemente bombardeada desde o início da guerra, e não passam de uma tentativa de “chantagem sem vergonha”. Já a embaixadora da União Europeia na capital ucraniana, Katarina Mathernova, garantiu que não deixará a cidade. “A Rússia quer criar medo, semear o pânico e isolar a Ucrânia. Não vai resultar. A UE não vai a lado nenhum, ficamos em Kiev. Ficamos ao lado da Ucrânia”, escreveu no X, enquanto a Comissão Europeia denunciou a ameaça russa como “uma escalada inaceitável” e convocou o encarregado de negócios russo em Bruxelas para apresentar um protesto formal, num gesto que foi acompanhado por várias capitais europeias.
Putin perdoa dívidas a quem aceitar combater
O presidente russo, Vladimir Putin, assinou um decreto que perdoa todas as dívidas financeiras a quem aceitar combater na guerra da Ucrânia, num novo incentivo para tentar aumentar o recrutamento de voluntários. A nova legislação perdoa dívidas até 10 milhões de rublos (cerca de 120 mil euros) a quem aceitar alistar-se nas Forças Armadas.
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