Rússia volta a atacar a Ucrânia e atinge um dos marcos religiosos mais importantes do país

Morreram pelo menos nove pessoas. Zelensky considerou o ataque à Catedral da Dormição "um dos crimes mais graves cometidos pela Rússia contra a cultura cristã até à data".

15 de junho de 2026 às 11:53
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A madrugada desta segunda-feira ficou marcada por um novo ataque russo com drones e mísseis a Kiev e outros locais da Ucrânia. A ofensiva teve como alvo um dos marcos religiosos mais importantes do país. A Catedral da Dormição do Mosteiro das Cavernas de Kiev, em Kyiv-Pechersk Lavra, classificada como Património da Humanidade pela UNESCO desde 1990, sofreu um incêndio e, por isso, ficou seriamente danificada. A Rússia já negou ter atingido premeditadamente o monumento.

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De acordo com a vice-primeira-ministra para Políticas Humanitárias, Tetyana Berezhna, o Estúdio Nacional de Cinema Oleksandr Dovzhenko também foi atingido, tendo sido destruída a "maior e mais antiga coleção de figurinos da Ucrânia", constituída por mais de 100 mil trajes e três milhões de peças de roupa.

Pelo menos cinco pessoas morreram em Kharkiv e quatro em Kiev nos recentes ataques russos. De acordo com a Sky News, na capital ucraniana drones e mísseis atingiram vários prédios residenciais e danificaram linhas de energia. Em Kiev, pelo menos, 140 mil pessoas ficaram sem energia. Para além das quatro vítimas mortais, há ainda registo de 30 feridos em Kiev, incluindo uma muher grávida e duas crianças de 5 e 6 anos, avança o Kyiv Independent. Além de edifícios residenciais, também arderam veículos.

A mesma fonte revela que as cinco pessoas que morreram em Kharkiv eram socorristas. Houve ainda cinco feridos nesta cidade. 

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Segundo a Força Aérea ucraniana, citada pelo Kyiv Independent, a Rússia lançou 70 mísseis e 611 drones. As autoridades da Ucrânia conseguiram abater 582 drones e 50 mísseis. Os restantes 27 drones e 20 mísseis balísticos atingiram 42 locais.

As primeiras explosões foram registadas em Kiev por volta da 01h00 locais (23h00 em Lisboa).

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, à Catedral da Dormição e considerou-o "um dos crimes mais graves cometidos pela Rússia contra a cultura cristã até à data".

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