Ucrânia espera aumento de desinformação russa sobre negociações de cessar-fogo

Na próxima sexta-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, irá reunir-se com o homólogo russo, Vladimir Putin.

11 de agosto de 2025 às 14:01
Ucrânia, bandeira Foto: Ukrainian Presidential Press
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O Centro Ucraniano de Combate à Desinformação (UCCD) alertou, esta segunda-feira, para o aumento dos esforços russos de desinformação sobre a guerra na Ucrânia, especialmente durante as negociações do cessar-fogo.

Segundo a informação divulgada, o centro de desinformação aponta para uma intensidade crescente das campanhas de guerra da informação da Rússia, visando particularmente as relações internacionais da Ucrânia e os seus aliados militares atuais.

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As narrativas manipuladoras sobre as negociações de paz e a posição da Ucrânia sobre as negociações russas são dos principais temas atualmente usados para a produção de desinformação, tendo como objetivo minar a posição ucraniana nas discussões sobre o cessar-fogo.

De acordo com o UCCD, espera-se que a propaganda russa promova a falsa narrativa de que a Ucrânia está relutante em procurar a paz, acusando o país de bloquear as negociações ou estabelecer "exigências irrealistas".

Outros dos objetivos das atuais campanhas de desinformação passa por conotar a Ucrânia como um ator sem importância nas negociações, colocando a Rússia e os Estados Unidos da América (EUA) como os protagonistas da definição do destino do país, aumentando também as teorias de conspirações sobre a inatividade da União Europeia (UE).

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O UCCD prevê, assim, um aumento nos esforços para minar as estratégias do Governo ucraniano, através de narrativas desinformativas ampliadas nos meios de comunicação da Rússia.

O Centro Ucraniano de Combate à Desinformação é um órgão de trabalho do Conselho de Segurança e Defesa da Ucrânia, que pretende garantir a segurança da informação no país, identificando e neutralizando a desinformação.

Na próxima sexta-feira, o Presidente dos EUA, Donald Trump, irá reunir-se com o homólogo russo, Vladimir Putin, no estado norte-americano do Alasca, para tentar mediar um acordo de cessar-fogo na Ucrânia.

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