Zelensky considera que "clara escalada de terror" mostra que Putin não quer paz

Presidente ucraniano pediu que exista uma aceleração da ajuda dos aliados de Kiev.

10 de julho de 2025 às 12:09
Zelensky Foto: Direitos Reservados
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O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, defendeu esta quinta-feira, em Roma, que a "escalada de terror por parte da Rússia" demonstra que o Presidente Vladimir Putin não quer a paz, pedindo por isso uma aceleração da ajuda dos aliados de Kiev.

"A Rússia não está a preparar-se para a paz e todos nós vemos isso agora. Putin rejeitou todos os projetos de proposta de paz e, em vez disso, assistimos a uma nova escalada do nível de violência", afirmou Zelensky, na sua intervenção de abertura da IV Conferência sobre a Recuperação da Ucrânia, que teve esta quinta-feira início em Roma.

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Na última noite, "a Rússia lançou um ataque combinado maciço que durou quase 10 horas, com 18 mísseis, incluindo mísseis balísticos, e cerca de 400 drones de ataque", indicou Zelensky, insistindo que o objetivo de Putin é que o povo ucraniano "abandone a Ucrânia, que sofra, e que as suas casas, lares, escolas e hospitais sejam destruídos".

Zelensky pediu uma aceleração das sanções contra a Rússia, que considerou necessária face à "clara escalada de terror" por parte de Moscovo.

"Temos de ser mais rápidos com as sanções e pressionar a Rússia a sofrer as consequências do seu terror. Os parceiros devem ser mais rápidos com os investimentos na produção de armas", defendeu.

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Zelensky copreside aos trabalhos da Conferência de Roma juntamente com a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, que, intervindo imediatamente antes do Presidente ucraniano, anunciou que o montante das promessas de ajuda para a reconstrução da Ucrânia a mobilizar neste encontro de alto nível de dois dias em Roma deverá ascender a 10 mil milhões de euros.

"Investir na Ucrânia é um investimento em nós próprios, porque diz respeito a todos e a cada um de nós e é por isso que devemos estar orgulhosos do resultado que estamos a alcançar juntos hoje, nações, organizações internacionais, instituições financeiras, autoridades locais, o sector empresarial, a sociedade civil", afirmou.

Anunciando que nesta conferência serão assumidos "compromissos no valor de mais de 10 mil milhões de euros", Meloni comentou que "uma participação tão alargada, a um nível tão elevado nesta conferência, envia uma mensagem importante ao mundo", sublinhando o "objetivo comum de olhar além da injustiça insuportável que tem sido infligida ao povo ucraniano há mais de três anos e imaginar uma Ucrânia reconstruída, livre e próspera".

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Roma acolhe entre esta quinta-feira e sexta-feira a IV Conferência sobre a Recuperação da Ucrânia, uma reunião dedicada à reconstrução a longo prazo do país, quando o fim da guerra parece ainda distante, face à intensificação dos ataques russos.

Entre os líderes políticos presentes na reunião de dois dias em Roma, coorganizada por Itália e Ucrânia, estão, além de Meloni e de Zelensky, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o chanceler alemão, Friedrich Merz, e Donald Tusk, primeiro-ministro da Polónia, que acolherá a quinta edição da Conferência, em 2026.

Os Estados Unidos, cujo apoio a Kiev 'arrefeceu' desde a mudança de administração em janeiro passado, na sequência do regresso de Donald Trump à Casa Branca, estará representado na conferência pelo enviado especial para a Ucrânia, o general Keith Kellogg.

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Portugal faz-se representar pela secretária de Estado dos Assuntos Europeus, Inês Domingos.

Ausentes estarão o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, e o Presidente francês, Emmanuel Macron, de visita oficial ao Reino Unido, dado esta quinta-feira copresidirem, a partir da base aérea de Northwood, perto de Londres, a uma reunião da chamada «Coligação de Interessados», um grupo de países aliados de Kiev apostados em ajudar a manter a capacidade de combate da Ucrânia e dispostos a participarem numa força de manutenção de paz num contexto de um eventual cessar-fogo que funcione como "garantia de segurança" para impedir futuras ofensivas russas.

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