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Biden diz ter plano para desbloquear 20 milhões de toneladas de cereais retidos na Ucrânia

Bloqueio representa um risco para a segurança alimentar global, particularmente em zonas de África e do Médio Oriente.

14 de junho de 2022 às 21:15

O Presidente dos Estados Unidos afirmou esta terça-feira que está a trabalhar com os parceiros europeus num plano para desbloquear 20 milhões de toneladas de cereais na Ucrânia, por ferrovia, para conter o aumento dos preços dos alimentos.

"Tenho um plano para baixar os preços da gasolina e dos alimentos", afirmou Joe Biden, durante um discurso na convenção quadrienal da AFL-CIO, a maior associação sindical do país, realizada em Filadélfia.

O chefe de Estado norte-americano disse que o plano é transportar por comboio milhares de toneladas de cereais destinados à exportação que não podem passar pelo mar Negro devido à invasão russa.

Como a Ucrânia tem uma bitola diferente dos países europeus, Biden revelou que vão ser construídos "silos temporários" na fronteira da Ucrânia e da Polónia, onde serão armazenados os cereais que vão ser exportados para o resto da Europa e para o mundo.

"Estou a trabalhar em estreita colaboração com os nossos parceiros europeus para levar ao mercado os 20 milhões de toneladas de cereais bloqueados na Ucrânia e ajudar a reduzir os preços dos alimentos", resumiu o democrata.

A Ucrânia é um dos cinco maiores exportadores de cereais do mundo e, em circunstâncias normais, vendia a terceiros 75% da sua produção.

O bloqueio representa um risco para a segurança alimentar global, particularmente em zonas de África e do Médio Oriente.

Joe Biden também responsabilizou o seu homólogo russo, Vladimir Putin, pelos elevados preços dos combustíveis, que nos Estados Unidos atingiram um preço recorde de cinco dólares (4,80 euros) o galão (3,785 litros).

Nesse sentido, afirmou ter libertado o maior volume de reservas petrolíferas da história e, embora tenha admitido que ia "demorar", prometeu que os preços dos combustíveis vão baixar.

Durante a convenção sindical, Joe Biden definiu-se mais uma vez como "o presidente mais pró-sindicatos" da história dos Estados Unidos e reiterou o seu apelo para que as grandes empresas aumentem os salários e paguem impostos.

"Wall Street [bolsa de Nova Iorque] não construiu este país. Não estou a brincar quando digo que sem os sindicatos não haveria classe média", disse o chefe de Estado.

O democrata congratulou-se com a taxa de desemprego, que se manteve em 3,6% em maio, e acusou o seu antecessor, Donald Trump (2017-2021), de ter sido um dos dois únicos presidentes em cujo mandato este índice subiu durante, juntamente com Herbert Hoover (1929-1933).

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