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Moscovo prepara novos "ataques em massa" contra setor energético da Ucrânia

Volodymyr Zelensky sublinha que os russos sabem exatamente o que estão a tentar destruir quando atacam a Ucrânia.

16 de fevereiro de 2026 às 23:29

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, alertou esta segunda-feira que as ofensivas russas estão "em constante evolução" e que Moscovo está a preparar novos "ataques em massa" contra o setor energético.

"A defesa aérea precisa de ser configurada adequadamente. Os ataques russos estão em constante evolução - se é que podemos dizer assim. O mal também evolui. Infelizmente. Estes são ataques combinados que exigem proteção especial e o apoio correspondente dos parceiros", destacou Zelensky.

No tradicional discurso noturno em vídeo divulgado à nação, o governante ucraniano sublinhou que os russos sabem exatamente o que estão a tentar destruir quando atacam a Ucrânia, segundo a agência de notícias Ukrinform.

Zelensky advertiu ainda que qualquer atraso na resposta dos mísseis da defesa aérea ou qualquer atraso no fornecimento "contribui para aumentar os danos dos ataques".

"Tudo o que discutimos em Munique com os nossos parceiros precisa de ser implementado rapidamente. É importante que os parceiros não permaneçam em silêncio", frisou.

Zelensky salientou também que a paz será a recompensa para aqueles que souberem usar a força.

"Ninguém deve ter ilusões: se a Rússia não for responsabilizada por esta agressão, não viverá em paz convosco - nem com ninguém no mundo que espere cooperação com ela. A Rússia deve ser responsabilizada por tudo. A justiça deve prevalecer", insistiu.

Sobre a nova reunião trilateral com EUA e Rússia que decorre na terça-feira em Genebra, Zelensky sublinhou que Moscovo "não consegue resistir à tentação dos últimos dias de frio do inverno e quer infligir golpes dolorosos aos ucranianos".

"Quanto mais este mal vier da Rússia, mais difícil será para todos chegarmos a qualquer acordo. Os parceiros precisam de compreender isto. Em primeiro lugar, isto diz respeito aos Estados Unidos", apontou.

"A Ucrânia pode tornar-se um elemento verdadeiramente importante da segurança europeia e euro-atlântica. É importante que os parceiros do nosso Estado compreendam as capacidades da Ucrânia, tal como o nosso inimigo comum", concluiu Zelensky.

O negociador ucraniano Rustem Umerov divulgou esta segunda-feira à noite na rede social Telegram que delegação já estava em Genebra e "pronta a trabalhar".

"Esperamos um trabalho construtivo e reuniões substanciais sobre questões de segurança e humanitárias para avançarmos rumo a uma paz sustentável e digna", enfatizou ainda Umerov.

As duas rondas anteriores de negociações trilaterais tiveram lugar nos Emirados Árabes Unidos no início deste ano.

O principal obstáculo a um acordo nestas duas rondas foi a divisão da região leste de Donetsk, da qual mais de 75% é controlada pela Rússia.

Moscovo exige que a Ucrânia entregue o território da região que ainda controla para pôr fim à guerra, mas Kiev rejeita esta exigência.

Em meados de fevereiro, Moscovo controlava total ou parcialmente 19,5% do território ucraniano, face a 18,6% no mesmo período do ano anterior.

Cerca de 7% do território, incluindo a Crimeia e parte do Donbass (região no leste da Ucrânia), já se encontrava sob controlo russo antes da invasão em larga escala lançada em fevereiro de 2022.

A ofensiva militar russa no território ucraniano iniciada em fevereiro de 2022 mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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