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MICRONOVELA

Pandora O poder não se mostra. Usa-se.

“Não há cessar-fogo nenhum. Na frente de guerra, os combates continuam”, afirmam ucranianos

Chegam ao Hospital de Dnipro uma média de 100 feridos por dia. Já passaram por esta unidade de saúde mais de 56 mil soldados.

11 de maio de 2026 às 01:30

Os andaimes que cobrem a fachada do Hospital de Dnipro, na zona Leste da Ucrânia, escondem a destruição que sofreu devido a um ataque russo. “Doze mil pessoas tiveram de ser amputadas. Este é o número de doentes e cada um pode ter sofrido mais do que uma amputação”, explica ao CM o diretor clínico desta unidade de saúde. “Aqui estão vítimas civis. São mulheres e mães”, explica, quando abre a porta de um dos quartos. As camas estão todas ocupadas. Os ferimentos veem-se a olho nu. O que salta à vista é difícil de descrever. “O pior é quando são crianças”, desabafa o responsável clínico. Todos os dias chegam cem feridos. O hospital tinha 1100 camas antes da guerra, esta segunda-feira chega às 1700. Já tratou 56 mil soldados.

Dnipro é um dos pontos do país mais importantes para a Ucrânia. Um centro industrial, com muitas fábricas escondidas no subsolo, longe do alcance dos drones russos. Anna trabalha no museu da guerra. “Não há cessar-fogo nenhum. Na frente de guerra, os combates continuam”, afirma, revoltada. Os avisos de ataque são frequentes. Só na cidade estão 250 mil refugiados de outras zonas do país. Chegam ao meio milhão em toda a região.

É de Dnipro que vai sair esta segunda-feira um grupo de viúvas e órfãos rumo a Portugal. A associação portuguesa helpua.pt deslocou-se até aqui para fazer o transporte de cerca de 30 pessoas. Vão ficar em Ourém. “É um tempo em podem descansar em paz uns dias”, explica ao CM Teresa Leal Coelho, embaixadora da associação. “Um dos meninos que esteve connosco identifica Portugal com silêncio, porque finalmente pode dormir sem alarmes de ataques”, conta.

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