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Rússia cumpre ameaça e corta gás à Finlândia

Finlândia perde o seu maior fornecedor de gás natural, dado que a Gazprom fornecia cerca de 92% de todo o gás consumido no país nórdico.
Lusa 21 de Maio de 2022 às 06:57
Gás russo
Gás russo FOTO: Direitos Reservados
A companhia finlandesa Gasum confirmou este sábado que a gigante russa do gás Gazprom cortou o fornecimento de gás, tal como anunciado na sexta-feira, por não satisfazer a exigência de pagar em rublos.

Com esta decisão, a Finlândia perde o seu maior fornecedor de gás natural, dado que a Gazprom fornecia cerca de 92% de todo o gás consumido no país nórdico, principalmente na indústria florestal e no processamento químico.

A Finlândia importou cerca de 2,2 mil milhões de metros cúbicos de gás natural em 2021, com um custo de 927,5 milhões de euros, embora este combustível represente apenas 5% de toda a energia consumida no país nórdico.

Segundo a Gasum, o maior distribuidor de gás natural liquefeito (GNL) nos países nórdicos, nos próximos meses fornecerá aos seus clientes gás natural de outros fornecedores através do gasoduto Baltic Connector.

Indicou também que a sua rede de estações de abastecimento de gás continuará a funcionar normalmente.

Numa tentativa de reduzir a dependência do gás russo, a Finlândia acordou há um mês com a Estónia o uso conjunto de um terminal flutuante de gás natural liquefeito (GNL) neste outono, onde será armazenado o gás trazido por navios de outros países produtores de gás.

A Finlândia é o terceiro país da UE, depois da Polónia e da Bulgária, a deixar de receber gás russo porque não quer ceder às exigências de Moscovo de que o pagamento seja efetuado em rublos para tentar travar o colapso da sua moeda.

No caso da Finlândia, que se candidatou formalmente à adesão à NATO na quarta-feira, ignorando as ameaças do Kremlin, o corte do fornecimento de gás russo vem juntar-se ao corte do fornecimento de eletricidade.

Há apenas uma semana, a empresa russa de energia Inter RAO deixou de fornecer eletricidade ao mercado finlandês, citando "problemas em receber pagamentos" devido a sanções europeias, embora vários peritos no país nórdico o tenham atribuído a razões políticas.

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