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Violência e morte nas vésperas do aniversário da guerra na Ucrânia

Rússia lançou 50 mísseis e quase 300 drones contra várias localidades ucranianas.

23 de fevereiro de 2026 às 01:30

O cheiro a fumo e o aparato da violência das explosões, que reduziram a escombros duas casas de luxo, danificaram outras tantas e causaram danos em dezenas de apartamentos em Sofiivska Borshchagivka, nos arredores de Kiev, atraíram centenas de ucranianos que registaram o pasmo no telemóvel durante todo o dia. O elegante bairro foi um dos pontos atingidos na capital ucraniana numa vaga de ataques particularmente violentos que visaram também outras localidades em vários pontos do país. Ao todo, revelou a Força Aérea da Ucrânia, 50 mísseis e 297 drones de longo alcance foram disparados para solo ucraniano na madrugada deste domingo, o que fez soar as sirenes pouco antes das 4h00 da manhã. Os militares de Kiev dizem que 33 mísseis e 274 drones foram abatidos nesta ofensiva que causou um morto e 17 feridos na zona da capital. A vítima mortal do ataque foi registada em Fastiv, a 50 quilómetros de Kiev, quando um prédio desabou.

"Só nesta semana, a Rússia lançou mais de 1300 drones contra a Ucrânia, mais de 1400 bombas guiadas e 96 mísseis de vários tipos, incluindo dezenas de mísseis balísticos", acusou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, numa declaração feita após a ofensiva.

Os ataques russos já eram esperados pela população e vários ucranianos confidenciaram ao CM que tem sido sempre assim desde o início da guerra. Sempre que se assinala o dia 24 de fevereiro, que marca a invasão das tropas de Moscovo em território soberano da Ucrânia, a Rússia desencadeia ataques em larga escala contra o vizinho numa altura em que ambos os países, sob mediação dos Estados Unidos, discutem os termos de um acordo de paz que parece ainda muito distante.

Talvez por acreditarem que a guerra ainda está no terreno para durar, os ucranianos exibem uma particular resistência fora do campo de batalha. Poucas horas depois dos violentos ataques contra Kiev, as equipas de limpeza do município removiam o entulho causado pelas explosões enquanto brigadas de trabalhadores repunham os sistemas de cabos elétricos nas ruas e casas de Sofiivska Borshchagivka, enquanto voluntários montavam tendas onde eram oferecidas bebidas e refeições quentes.

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