Presidente ucraniano chegou na quinta-feira a Chipre para participar numa cimeira informal da União Europeia (UE), após a validação definitiva do empréstimo a Kiev.
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, disse que os EUA não interromperam as entregas de armas apesar da guerra com o Irão e que os ataques ucranianos continuam a atingir instalações petrolíferas e fábricas russas.
"É claro que estamos a atingir o que mais dói à Rússia, e é muito doloroso", disse Zelensky, em mensagens de voz enviadas a jornalistas, na quinta-feira.
O chefe de Estado afirmou que as perdas russas nos ataques atingiram as dezenas de milhares de milhões de euros.
Não foi possível verificar de forma independente os comentários de Zelensky, mas as autoridades da Rússia admitiram que os ataques atingiram infraestruturas em regiões situadas a mais de mil quilómetros da fronteira com a Ucrânia.
Enquanto a Rússia prossegue com a invasão, que começou a 24 de fevereiro de 2022, a Ucrânia está a utilizar tecnologia de drones e mísseis desenvolvida internamente para atacar o território russo.
Os militares de Kiev também utilizam sistemas de defesa aérea Patriot de fabrico norte-americano para impedir ataques de mísseis russos em território ucraniano.
"Vemos que os russos não querem parar --- estão a atacar o nosso setor energético e o nosso povo. Nós responderemos", disse Zelensky.
Horas antes, Zelensky saudou a validação definitiva pelos líderes europeus de um empréstimo de 90 mil milhões de euros ao país em guerra com a Rússia desde fevereiro de 2022.
"Este pacote reforçará o nosso exército, tornará a Ucrânia mais resiliente e permitir-nos-á cumprir as nossas obrigações sociais para com os ucranianos", afirmou numa mensagem publicada nas redes sociais.
"É importante que a Ucrânia obtenha este nível de certeza financeira, após mais de quatro anos de guerra em grande escala", acrescentou, citado pela agência de notícias France-Presse.
Zelensky chegou na quinta-feira a Chipre para participar numa cimeira informal da União Europeia (UE), após a validação definitiva do empréstimo à Ucrânia.
O empréstimo foi desbloqueado após o levantamento do veto da Hungria e da Eslováquia, que o tinham bloqueado até ao fornecimento de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, entretanto restabelecido.
O acordo prevê que os fundos sejam disponibilizados ao longo de 2026 e 2027 para financiar a defesa e as despesas estruturais do Estado ucraniano.
Zelensky deverá participar em Chipre no encontro de chefes de Estado e de Governo, em que Portugal vai estar representado pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro.
O líder ucraniano deverá também manter reuniões bilaterais com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e com o presidente do Conselho Europeu, António Costa, disse o seu porta-voz, Sergii Nykyforov.
A cimeira informal, que decorre sob a presidência rotativa cipriota do Conselho da UE, centra-se na segurança energética e na arquitetura de defesa europeia.
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