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Hungria e Eslováquia dão 'luz verde' a empréstimo de 90 mil milhões de euros a Kiev

Decisão foi tomada, uma vez que, o fornecimento de petróleo pelo oleoduto Druzhba está ou será restabelecido nas próximas horas.

22 de abril de 2026 às 12:32

A Hungria e a Eslováquia deixaram esta quarta-feira cair o veto ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, bem como ao 20.º pacote de sanções à Rússia, permitindo à União Europeia (UE) concretizar tais medidas.

Fontes europeias indicaram à Lusa que, na reunião dos embaixadores dos Estados-membros junto da UE desta manhã, os representantes húngaro e eslovaco indicaram que deixariam de bloquear os passos finais para adoção de um crédito de 90 mil milhões de euros à Ucrânia e de um novo pacote de medidas restritivas, já que o fornecimento de petróleo pelo oleoduto Druzhba está ou será restabelecido nas próximas horas.

Chipre, que ocupa este semestre a presidência rotativa do Conselho da UE, vai agora iniciar um procedimento escrito para oficializar esta 'luz verde', numa consulta às capitais europeias em que, se ninguém votar contra, está aprovado.

Fonte oficial da presidência cipriota do Conselho da UE anunciou entretanto que "tanto o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia como o 20.º pacote de sanções foram incluídos na agenda dos embaixadores da União e aprovados".

A mesma fonte afirmou esperar que o procedimento escrito, para adoção final pelo Conselho, esteja concluído na quinta-feira à tarde, e garantiu que a presidência cipriota "tem trabalhado incansavelmente para garantir que a UE continue a apoiar de forma decisiva a Ucrânia e a exercer pressão sobre a Rússia".

Na prática, no que toca ao empréstimo, será permitida uma alteração necessária ao Quadro Financeiro Plurianual para que a Comissão Europeia possa usar o orçamento comunitário como garantia da dívida comum a favor da Ucrânia, sendo este o último elemento necessário para permitir o desembolso.

Este aval será agora possível depois de uma reviravolta histórica na política da Hungria que marca o fim de 16 anos consecutivos de governo ultranacionalista conservador de Viktor Orbán (do partido Fidesz) e a ascensão do partido de centro-direita Tisza, liderado por Péter Magyar, que será o novo primeiro-ministro húngaro após vencer as eleições legislativas do passado dia 12 de abril.

O crédito de 90 mil milhões de euros foi condicionado pelo ultranacionalista Viktor Orbán devido a uma disputa paralela sobre o trânsito de petróleo russo através do oleoduto Druzhba, exigindo a reposição dos fluxos energéticos antes de levantar a objeção.

O candidato vencedor das eleições legislativas da Hungria, Péter Magyar, já veio garantir que daria aval ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia caso o oleoduto voltasse a funcionar entretanto. Viktor Orbán assegurou também que levantaria o veto perante tal cenário.

Fortemente dependente do petróleo russo, a Hungria acusou a Ucrânia de atrasar as reparações do oleoduto.

O oleoduto Druzhba, a artéria mais importante para o transporte de petróleo russo para a Europa Central, estava fora de operação desde final de janeiro devido a um ataque russo num troço na Ucrânia.

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