Presidente norte-americano garante que a assinatura do acordo de paz está para breve. Irão recebeu com cautela as palavras do líder da Casa Branca.
Trump anunciou esta quinta-feira o cancelamento de todos os ataques ao Irão, poucas horas depois de prometer atacar o país “com toda a força”.
A justificação do recuo chegou através da sua rede social, a Truth Social. “Com base no facto de as discussões com a República Islâmica do Irão terem sido levadas ao mais alto nível da liderança iraniana e aprovadas, eu, como Presidente dos Estados Unidos da América, cancelei os ataques e bombardeamentos programados contra o Irão para esta noite”, escreveu.
O líder da Casa Branca acrescentou, ainda, que em breve será divulgado o local e a data da assinatura do acordo de paz. Revelou, também, a lista dos países envolvidos nas negociações, que, garante, chegaram a bom porto.
Aos EUA e Israel, acrescentou: Arábia Saudita, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Turquia, Paquistão, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Egito. Deixou, contudo, um alerta. “O bloqueio naval [no estreito de Ormuz] permanecerá em pleno vigor”, até que o acordo seja assinado.
O Irão recebeu as palavras de Trump com cautela e não deu ainda por adquirido que o acordo esteja fechado. “Até que qualquer potencial entendimento ou acordo seja oficialmente anunciado pelo Irão, quaisquer declarações de Trump sobre este assunto devem ser vistas da mesma forma que as suas alegações e mensagens anteriores”, advertiu a Guarda Revolucionária Islâmica.
Seja como for, o anúncio de Trump foi bem recebido pelos mercados. As bolsas reagiram em alta e o preço do petróleo caiu.
Pormenores
UE adubos
A Comissão Europeia diz que a escalada dos preços dos fertilizantes está a afetar os agricultores, mas afasta o cenário de escassez no mercado.
EUA petroleiro
Os EUA imobilizaram um petroleiro no golfo de Omã, o terceiro navio comercial apreendido esta semana por violar o bloqueio ao Irão.
Tripulantes morte
Três tripulantes indianos do petroleiro atingido pelos EUA no golfo de Omã foram encontrados mortos. A bordo seguiam 24 tripulantes, 21 sobreviveram.
E TAMBÉM
BCE consequências da guerra
Portugal vai ativar a cláusula de salvaguarda das regras orçamentais da UE, permitido por Bruxelas, para acomodar temporariamente despesas adicionais energéticas face à atual crise, sem que isso seja um incumprimento, anunciou esta quinta-feira o ministro da Economia, Joaquim Miranda Sarmento, no Luxemburgo.
Navios atingidos
A Marinha iraniana, citada pela agência de notícias iraniana Mehr, diz ter atingido dois navios que tentavam atravessar o estreito de Ormuz.
OPEP queda de 34%
Os países da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) produziram em maio uma média diária de 18,82 milhões de barris, menos 34% do que em fevereiro, antes da guerra no Médio Oriente e do bloqueio do estreito de Ormuz. No total, e face a fevereiro, são menos 9,8 milhões de barris de petróleo por dia.
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