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Kallas indica que União Europeia deverá aprovar empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia nas próximas 24 horas

Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança salientou que os ministros também defenderam que é preciso "avançar rapidamente na aprovação do 20.º pacote de sanções à Rússia".

21 de abril de 2026 às 18:06

A União Europeia deverá aprovar nas próximas 24 horas o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, que tem estado bloqueado pela Hungria, indicou esta terça-feira a chefe da diplomacia do bloco comunitário.

"Após as eleições na Hungria, há um novo impulso e espero uma decisão positiva sobre o empréstimo de 90 mil milhões de euros nas próximas 24 horas", afirmou Kaja Kallas em conferência de imprensa após uma reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia (UE), no Luxemburgo.

A Alta Representante da UE para os Negócios Estrangeiros e Política de Segurança salientou que os ministros também defenderam que é preciso "avançar rapidamente na aprovação do 20.º pacote de sanções à Rússia" e defendeu que a UE "precisa de continuar a dar à Ucrânia o que ela precisa para resistir, até que [Presidente russo, Vladimir] Putin perceba que a guerra não leva a lado nenhum".

"Precisamos de revisitar decisões que têm estado bloqueadas há muito tempo, incluindo a abertura dos capítulos de adesão da Ucrânia, o Mecanismo Europeu de Apoio à Paz e temos de revisitar as sanções que têm estado em cima da mesa e avançar com o [20.º] pacote", afirmou, salientando que irão ser apresentadas, até junho, propostas para restringir a entrada em solo europeu de antigos militares russos.

Kaja Kallas criticou ainda o facto de a Bienal de Veneza ter decidido voltar a aceitar a participação da Rússia, considerando que é uma decisão "moralmente errada" numa altura em que Moscovo "bombardeia museus, destrói igrejas e tenta apagar a cultura ucraniana".

"A UE tenciona cortar o seu financiamento" à Bienal de Veneza, avisou.

Questionada se lhe parece que estão agora reunidas todas as condições para desbloquear o empréstimo de 90 mil milhões de euros a Kiev, Kaja Kallas disse não querer dar azar, mas salientou que "todos os obstáculos foram removidos".

"A Ucrânia prometeu [que iria arranjar o oleoduto de Druzhba] e isso era o principal obstáculo para os nossos colegas húngaros e eslovacos", referiu, no dia em que o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou que a reparação do oleoduto tinha terminado.

A presidência semestral rotativa do Conselho da União Europeia, atualmente ocupada por Chipre, espera dar aval, na quarta-feira, ao último passo para concretizar o empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia, que tem estado a ser bloqueado pela Hungria.

No encontro, os embaixadores dos 27 junto da UE vão votar uma alteração necessária ao Quadro Financeiro Plurianual para que a Comissão Europeia possa usar o orçamento comunitário como garantia da dívida comum a favor da Ucrânia, sendo este o último elemento necessário para permitir o desembolso.

Tal aval deverá ser agora possível depois de uma reviravolta histórica na política da Hungria que marca o fim de 16 anos consecutivos de governo ultranacionalista conservador de Viktor Orbán (do partido Fidesz) e a ascensão do partido de centro-direita Tisza, liderado por Péter Magyar, que será o novo primeiro-ministro húngaro após vencer as eleições legislativas do passado dia 12 de abril.

Este crédito de 90 mil milhões de euros foi condicionado pelo ultranacionalista Viktor Orbán devido a uma disputa paralela sobre o trânsito de petróleo russo através do oleoduto Druzhba, exigindo a sua reparação, que Volodymyr Zelensky disse esta terça-feira ter sido concluída.

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