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Montenegro convicto que empréstimo à Ucrânia será aprovado "muito rapidamente"

Primeiro-ministro salientou que todas as partes se comprometeram a reparar o oleoduto de Druzhba.

20 de março de 2026 às 00:15

O primeiro-ministro manifestou-se esta quinta-feira convicto que o bloqueio da Hungria ao empréstimo de 90 mil milhões de euros à Ucrânia vai ser superado "muito rapidamente", salientando que todas as partes se comprometeram a reparar o oleoduto de Druzhba.

Em conferência de imprensa após a cimeira do Conselho Europeu, em Bruxelas, na qual a Hungria voltou a não levantar o bloqueio ao empréstimo à Ucrânia, Montenegro recordou que essa decisão foi aprovada por todos os líderes da União Europeia (UE) em dezembro e "não passa pela cabeça que a decisão não seja executada".

"Não passa mesmo pela cabeça, não passará pela de nenhum governante de nenhum Estado-membro da União, porque isso seria, efetivamente, descredibilizar as decisões de um órgão que é um órgão máximo ao nível institucional da União Europeia (UE)", afirmou, manifestando-se convicto de que a UE vai ser capaz de aprovar o empréstimo.

"Acredito que o estamos a fazer e acredito que algumas perturbações que haja nesse processo são superáveis e vão ser superadas, creio eu, muito rapidamente", afirmou, referindo-se ao facto de a Hungria estar a bloquear o empréstimo à Ucrânia devido às reparações do oleoduto de Druzhba, que Budapeste acusa Kiev de estar propositadamente a atrasar para impedir a transferência de petróleo russo para a Hungria.

Segundo indicou Luís Montenegro, na cimeira desta quinta-feira houve um compromisso "de todos" para que essas reparações do oleoduto sejam céleres.

"Quando digo de todos, digo da Hungria, da União Europeia, da Comissão Europeia e digo também do Presidente Zelensky. E, portanto, esse ruído creio que poderá acabar tão rapidamente quanto essa reparação poder estar efetivada", afirmou.

O primeiro-ministro referiu ainda que, na reunião desta quinta-feira, houve uma "massiva tendência" nas declarações dos diferentes chefes de Estado e de Governo da UE para que a Hungria assuma as suas responsabilidades, tendo em conta que aprovou o empréstimo em dezembro.

"Houve uma reafirmação, enfática se quiser, dos princípios de respeito pelas decisões que são tomadas", disse.

Depois de, nesta cimeira, os líderes terem voltado a fazer um apelo para que se regresse à diplomacia para resolver a guerra no Irão, Luís Montenegro foi questionado se espera que as três partes envolvidas - Estados Unidos, Israel e Irão - sejam sensíveis a esse apelo.

"Acredito que sim. A retoma das negociações, a capacidade de diálogo diplomático é a via para podermos ultrapassar uma situação que é prejudicial para todos", disse.

Nesse contexto, Montenegro defendeu que a UE deve "contribuir com a sua influência, com o seu papel de intervenção na cena internacional, dialogando com as partes envolvidas e projetando também soluções que possam contribuir" para não "promover uma escalada, mas para diminuir o nível de conflitualidade".

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