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Zelensky disse que há progressos nas negociações mas criticou Moscovo

Presidente ucraniano revelou que as negociações militares estão "próximas da conclusão", estando um texto em fase de elaboração.

19 de fevereiro de 2026 às 12:11

O presidente ucraniano, Volodymir Zelensky, disse esta quinta-feira que há progressos nas negociações para um cessar-fogo na Ucrânia mas acusou Moscovo de usar "disparates históricos" para tentar adiar um acordo de paz.

O presidente ucraniano revelou que as negociações militares estão "próximas da conclusão", estando um texto em fase de elaboração.

Zelensky explicou que as negociações estão a ser conduzidas em formato trilateral com os Estados Unidos, que, segundo disse, vão desempenhar um papel significativo em discussões como a monitorização de um eventual cessar-fogo.

Mesmo assim, e após dois dias de negociações em Genebra, o chefe de Estado ucraniano disse em entrevista ao jornalista britânico Piers Morgan, que as conversações estão a avançar em ritmos diferentes.

Os contactos diplomáticos estão divididos entre um grupo que debate questões militares e outro que trata as questões políticas.

Embora as partes estejam "próximas de concluir as negociações sobre o aspeto militar", Zelensky acusou a Rússia de utilizar táticas para evitar decisões, invocando questões históricas para justificar reivindicações territoriais na Ucrânia.

"Não preciso dessas 'tretas' históricas para acabar com a guerra e passar para a diplomacia. Não passa de uma tática dilatória da Rússia", afirmou Zelensky.

O Presidente da Ucrânia referiu que "leu tantos livros de História" como o homólogo russo, Vladimir Putin.

"Aprendi muito. Sei mais sobre o país dele do que ele sabe sobre a Ucrânia", declarou.

O líder ucraniano indicou que "conhece a mentalidade russa" e "não quer perder tempo" com questões secundárias.

"Há uma grande guerra a ser travada contra nós. Esta é a nossa vida", afirmou apelando a um fim rápido para o conflito.

Por outro lado, Zelensky, na mesma entrevista, afirmou que os países europeus devem desempenhar funções em matéria de segurança e defesa, embora tenha admitido que existe uma "discussão difícil" sobre o papel da Europa nas negociações.

As autoridades ucranianas saudaram a presença de representantes do Reino Unido, Alemanha, França e Itália em Genebra durante as conversações.

"É excelente termos os norte-americanos como nossos parceiros. Mas sublinho repetidamente que acredito que também precisamos de representantes europeus", declarou.

O líder ucraniano insistiu que as negociações devem decorrer na Europa, uma vez que é se trata do continente afetado pela agressão russa.

Zelensky acrescentou que a Rússia tentou "vender" aos cidadãos russos "passos bem sucedidos" nas negociações mas referiu que não há progressos para a Rússia no campo de batalha.

Segundo o chefe de Estado ucraniano a Rússia está a perder "entre 30 mil e 35 mil soldados por mês", entre mortos e militares gravemente feridos, salientando que "cada quilómetro de terra ucraniana" custa ao Exército russo "156 pessoas".

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