Portugueses estiveram a segundos de assegurar o bronze.
Vasco Vilaça e Ricardo Batista ficaram, esta quarta-feira, a segundos do bronze no triatlo dos Jogos Olímpicos Paris 2024, fazendo da corrida o seu trunfo para conquistarem dois diplomas para Portugal e abrirem promissoras expectativas para a estafeta mista.
Vilaça foi quinto, a 23 segundos do britânico Alex Yee, vencedor em 01:43.33 horas, com Batista a chegar logo atrás, dois segundos depois do seu compatriota e amigo, com o qual se fundiu num abraço na 'alcatifa' azul que cobre a Ponte Alexandre III, ponto de início e final das provas de triatlo de Paris 2024.
Os dois estreantes portugueses, que ficaram a 13 e 15 segundos, respetivamente, do medalha de bronze, o francês Léo Bergere, garantiram mais dois diplomas (posições até ao oitavo lugar) para Portugal e ajudaram a escrever uma nova jornada feliz para o triatlo nacional, que hoje também celebrou o 11.º lugar da Maria Tomé na prova feminina.
Vilaça e Batista saíram atrás na natação, recolaram no ciclismo, perderam na transição final, mas foram recuperando paulatinamente posições durante a corrida, cumprindo os dois derradeiros quilómetros juntos.
No sprint final, foi o triatleta de 24 anos a levar a melhor, num esforço que 'pagou' depois - teve de passar pelo centro médico para repor a temperatura, numa jornada 'abafada' em Paris.
Pouco depois de Maria Tomé e Melanie Santos concluírem a sua prestação, os dois lusos, que deveriam ter competido na véspera mas viram a organização adiar para hoje a sua prova, devido à má qualidade da água do Sena, mergulharam no rio da capital francesa.
Os 1.500 metros de natação deixaram-nos atrasados em relação aos da frente, com Vasco Vilaça a ser 26.º, a 53 segundos do então líder, o austríaco Tjebbe Kaindl, e Ricardo Batista a estar dois lugares mais atrás, a um minuto.
Com tempo para recuperar, Batista, de 23 anos, entrou ao trabalho para promover a aproximação à frente da prova: primeiro, os dois colaram-se ao segundo grupo, que colaborou bem, conseguindo mesmo fazer a junção do pelotão.
A estratégia resultou e, no final dos 40 quilómetros de ciclismo, havia 32 triatletas separados por menos de 10 segundos. No entanto, na transição, os portugueses acabaram fora do top 20.
Numa prova com permanentes mudanças de liderança, foram os 10 quilómetros de corrida a decidir: Hayden Wilde isolou-se e parecia ter garantido o ouro, apenas para ser ultrapassado por Alex Yee nos derradeiros metros. O neozelandês acabou em segundo, a seis segundos do campeão olímpico, com Bergere a fechar o pódio, a 10.
Com o resultado de hoje, Vasco Vilaça não só iguala o melhor resultado de um triatleta masculino em Jogos Olímpicos -- João Pereira foi quinto no Rio2016 -, como ambos fazem sonhar a Missão portuguesa quanto à estafeta mista de 05 de agosto.
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