Pedro Nuno Santos pede que ataque com tinta a Montenegro "não se repita". Nuno Melo fala em "brincadeira idiota de crianças"
Secretário-geral do PS condenou ação dos ativistas. Líder do CDS-PP não poupou nas palavras dirigidas aos ativistas.
O secretário-geral do PS condenou esta sexta-feira o protesto com tinta verde contra o presidente do PSD, Luís Montenegro, em Lisboa, apelando a que não se repita e a que se respeite quem está a defender as suas posições.
"Condeno qualquer protesto em contexto de campanha democrática. Nós temos de saber respeitar, isto é um momento muito importante da nossa democracia. Os partidos estão a fazer legitimamente as suas campanhas, a apresentarem os seus projetos, e nós temos de respeitar, e depois o povo português expressa a sua intenção de voto nas urnas no dia 10 de março", declarou Pedro Nuno Santos.
O secretário-geral do PS falava aos jornalistas após uma visita à Startup Leiria, reagindo ao facto de Luís Montenegro ter sido atingido esta quarta-feira com tinta verde por um jovem à entrada da Bolsa de Turismo de Lisboa (BTL), onde se deslocou em campanha eleitoral.
Afirmando não ter conhecimento do protesto, Pedro Nuno Santos disse lamentá-lo profundamente e pediu que não se repita, salientando que a democracia foi a "maior conquista dos últimos 50 anos" e é preciso protegê-la.
"Nós devemos defender o nosso ponto de vista sem atropelar o direito aos outros de defender as suas posições, e neste caso da Aliança Democrática (AD). Todo o respeito a quem, na AD, defende as suas propostas, mas, naquilo que nos diferencia, com a nossa crítica e o nosso combate", afirmou.
Após ter lançado tinta a Luís Montenegro, o jovem foi imediatamente afastado por um agente da PSP e o presidente do PSD reagiu com humor, dizendo: "Estou preparado para tudo".
Nuno Melo fala em "idiotice de crianças"
Já o presidente do CDS-PP, Nuno Melo, parceiro de coligação do PSD nas listas da AD, que acompanhava Luís Montenegro na visita, considerou tratar-se de um "ato cobarde e infantil".
"Gente que não tem noção. Não é um protesto pelo clima. É uma brincadeira idiota de uns miúdos que não sabem o mundo em que vivem e não respeitam os outros."
O líder do CDS-PP afirmou que era uma "idiotice, que não é normal na democracia". "Uma imposição com agenda política, pela violência, que cria o efeito contrário nas pessoas", acrescentou.
"Não é a primeira vez que eu acho isto. Há formas de expressar mensagens políticas e esta seguramente não é uma delas."
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