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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Portugal falhou triunfo a abrir em quatro das últimas cinco edições

Depois do triunfo por 1-0 face a Angola, na Alemanha, em 2006, rumo ao quarto lugar, Portugal só venceu o primeiro jogo na edição 2022, e com sofrimento, ao bater o Gana por 3-2, num embate que seguia empatado a 15 minutos do final.

17 de junho de 2026 às 22:23

A seleção portuguesa de futebol falhou esta quarta-feira o triunfo a abrir o Mundial de 2026, ao empatar 1-1 com a Republica Democrática do Congo, o que aconteceu pela quarta vez nas últimas cinco participações na prova.

Depois do triunfo por 1-0 face a Angola, na Alemanha, em 2006, rumo ao quarto lugar, Portugal só venceu o primeiro jogo na edição 2022, e com sofrimento, ao bater o Gana por 3-2, num embate que seguia empatado a 15 minutos do final.

Ainda assim, essa foi a única entrada a ganhar neste período, pois, nos outros Mundiais, Portugal empatou 0-0 com a Costa do Marfim, em 2010, foi goleado por 4-0 pela Alemanha, em 2014, e somou uma igualdade a três com a Espanha, em 2018.

Antes, Portugal começou com dois triunfos, frente à Hungria, por 3-1, no primeiro jogo de sempre em campeonatos do Mundo, em 1966, e à Inglaterra, por 1-0, em 1986, para, depois, sofrer o primeiro desaire, por 3-2, com os Estados Unidos, em 2002.

A formação das 'quinas' já se qualificou para a fase seguinte depois de ganhar (1966, 2006 e 2022) ou empatar (2010 e 2018) no primeiro jogo, mas nunca o conseguiu depois de começar com uma derrota (2002 e 2014). Em 1986, entrou a ganhar, mas 'caiu'.

Em 2026, o apuramento é possível para os três primeiros, como era em 1986, o que não impediu Portugal de ficar desde logo pelo caminho, enquanto em 1966, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018 e 2022 só os dois primeiros seguiam em frente.

Depois de falhar a fase final das primeiras sete edições, Portugal conseguiu, finalmente, o apuramento em 1966 e, em Inglaterra, começou da melhor forma, ao vencer a Hungria por 3-1, em jogo do Grupo 3, que também incluía a Bulgária e o Brasil, de Pelé, então o bicampeão mundial em título.

No Estádio Old Trafford, em Manchester, a seleção lusa marcou logo no primeiro minuto, por José Augusto, que viria a 'bisar' aos 67, depois de Ferenc Bene empatar, aos 60. No último minuto, José Torres marcou o terceiro.

Portugal também bateria Bulgária (3-0) e Brasil (3-1), para vencer o agrupamento. Ainda eliminou a Coreia do Norte (5-3, após 0-3), com 'póquer' de Eusébio, melhor marcador da prova, com nove tentos, para cair nas 'meias', face à anfitriã Inglaterra (1-2).

Vinte anos depois, no México, a formação das 'quinas' voltou a começar em 'grande', ao vencer a 'toda poderosa' Inglaterra por 1-0, em Monterrey, onde Carlos Manuel, que já tinha marcado o golo do apuramento, na RFA (1-0), decidiu, aos 74 minutos.

Num Grupo F que poderia apurar três -- como apurou -, Portugal, 'mergulhado' no 'caso Saltillo', parecia ter tudo para seguir em frente, mas, depois, já sem o guarda-redes Bento, que se lesionou, perdeu com Polónia (0-1) e Marrocos (1-3), e caiu.

A formação das 'quinas' regressou em 2002, mas, desta vez, entrou da pior forma, com um desaire por 3-2 face aos Estados Unidos, que, em Suwon, chegaram a liderar por 3-0, com golos de John O'Brien, Jorge Costa (própria baliza) e Brian McBride.

Beto ainda reduziu e um autogolo de Jeff Agoos, aos 71 minutos, deu esperanças ao 'onze' luso, mas já não foi possível evitar a derrota, decisiva para a eliminação, a juntar ao 0-1 a acabar com a coanfitriã Coreia do Sul. De nada valeu o 4-0 à Polónia.

Em 2006, na Alemanha, Portugal regressou às estreias vitoriosas (terceira, em quatro presenças), desta vez ao vencer Angola, em Colónia, por 1-0, graças a um golo madrugador de Pauleta, o seu único na prova, logo aos quatro minutos.

Na 'rota' para uma segunda presença nas meias-finais (desta vez a derrota foi face à França, por 1-0), Portugal venceu o Irão por 2-0 no segundo jogo e garantiu logo um lugar nos 'oitavos'.

Quatro anos volvidos, na África do Sul, a seleção lusa defrontou na estreia a Costa do Marfim e ficou-se por um empate a zero, que serviu nas contas do apuramento, já que depois goleou a Coreia do Norte (7-0) e também empatou a zero com o Brasil.

A aventura de Portugal no Mundial de 2010 acabaria logo a seguir, nos 'oitavos', com um desaire por 1-0 com a Espanha, que viria a sagrar-se campeã.

Em 2014, a formação das 'quinas' viveu uma estreia de pesadelo, ao ser goleada por 4-0 com a Alemanha, vencedora com três golos de Thomas Müller e um de Mats Hummels, num embate em que Pepe foi expulso e Rui Patrício e Fábio Coentrão lesionaram-se.

Um empate com os Estados Unidos (2-2) e um triunfo tangencial face o Gana (2-1) ditaram, depois, o prematuro adeus ao Brasil.

Em 2018, Cristiano Ronaldo teve uma estreia de 'sonho' e, com três golos, o primeiro de penálti e o último na execução soberba de um livre direto, aos 88 minutos, evitou o desaire luso face à Espanha, num jogo que terminou empatado a três.

Depois, Portugal venceu Marrocos (1-0) e, na última ronda, empatou com o Irão (1-1), ainda que com um susto sobre o final, seguindo para os 'oitavos', nos quais se despediu da Rússia, ao perder por 2-1 com o Uruguai.

Em 2002, e depois do 3-2 ao Gana, Portugal qualificou-se ao segundo jogo, com um 2-0 ao Uruguai, antes de perder por 2-1 com a Coreia do Sul. Depois, goleou a Suíça por 6-1, nos 'oitavos', mas acabou por 'cair' nos 'quartos', perante Marrocos (0-1).


    

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