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Que países marcaram mais golos? E jogadores individuais?
O pentacampeão e totalista Brasil, com 237, e o avançado alemão Miroslav Kose, com 16, em quatro presenças, comandam as tabelas dos golos do Campeonato do Mundo de futebol, após 22 edições.
Na tabela coletiva, os 'canarinhos' têm apenas mais cinco tentos do que a Alemanha (232), mas não estão em perda, pelo contrário, pois 'ganharam' oito à 'Mannschaft' nas duas últimas edições, seis em 2018 e dois em 2022.
Com os registos na Rússia e no Qatar, a seleção brasileira recuperou a liderança, que tinha perdido em casa, na edição de 2014, quando a Alemanha, que acabou tetracampeã, somou 18, contra 11 dos brasileiros, quartos classificados.
Os germânicos desalojaram os brasileiros do topo quando, em 08 de julho de 2014, no Mineirão, em Belo Horizonte, 'esmagaram' o 'escrete', anfitrião da prova, por 7-1, nas meias-finais, num jogo que foi batizado com o 'Minerazo'.
O Brasil, com 114 jogos disputados, e a Alemanha, que foi RFA 1954 a 1999, com 112, têm um enorme avanço sobre a seleção que fecha o pódio, a campeã em título Argentina, que contabiliza 152 golos, menos 85 tentos do que os 'canarinhos', em 88 encontros.
Com mais de uma centena de golos, surgem ainda outras quatro seleções, a 'vice' França, com 136 (73 jogos), a Itália, que será ausência pela terceira edição consecutiva, com 128 (83), a Espanha, com 108 (67), e a Inglaterra, com 104 (74).
O top 10 encerra com os Países Baixos, que somam 96 golos (55 jogos) e devem ser os próximos a chegar à centena, o Uruguai, com 89 (59) e a Hungria, com 87 (32).
Face a ausência dos magiares na edição de 2026, a Suécia, 11.ª colocada, com 80 golos (51 jogos), é forte candidata a ascender aos 10 melhores.
No que respeita a recordes em apenas uma edição, 'mandam' os húngaros, que, em 1954, somaram 27 golos, em apenas cinco jogos, à espantosa média de 5,4 por encontro, com destaque para o 9-0 à Coreia do Sul e o 8-3 à RFA, na fase de grupos.
Muitos anos depois, em 1982, a Hungria também estabeleceu o recorde de golos num jogo, quando bateu El Salvador por 10-1, sendo que, em finais, ninguém marcou mais do que o Brasil, quando bateu a anfitriã Suécia por 5-2, no jogo decisivo de 1958.
Em termos individuais, o recordista é o alemão Miroslav Klose, que somou o seu 16.º e último golo nos 7-1 ao Brasil, nas meias-finais de 2014, destronando o brasileiro Ronaldo, o 'Fenómeno', que parou nos 15.
Autor de 71 tentos em 127 jogos pela 'Mannschaft', Klose tornou-se o segundo germânico a liderar a lista, depois de Gerd Müller, que apontou 14 golos e 'reinou' de 1974 a 2006, altura em que foi ultrapassado por Ronaldo.
Natural de Opole, na Polónia, o avançado que passou por Kaiserslautern, Werder Bremen, Bayern Munique ou Lazio apontou cinco tentos em 2002, outros tantos em 2006, quatro em 2010 e dois em 2014, face ao Gana e, depois, com o Brasil.
Por seu lado, Ronaldo faturou quatro vezes em 1998, oito em 2002, incluindo um 'bis' na final com a Alemanha (2-0), para se consagrar o 'artilheiro' da prova, e três em 2006.
O último lugar do pódio ainda pertence a Gerd Müller, que apontou 10 golos em 1970, sagrando-se melhor marcador, e quatro em 1974, um deles na final com os Países Baixos (2-1), de Johan Cruyff, no Olímpico de Munique.
Este trio tem, porém, os lugares em perigo, pois imediatamente abaixo surge o argentino Lionel Messi, que marcou sete golos em 2022, depois de um em 2006, quatro em 2014 e um em 2018, e passou a somar 13, sendo que voltará em 2026.
Para já, o 'génio' argentino igualou no quarto lugar o francês Just Fontaine, que apontou os seus 13 tentos em 1958, recorde numa só edição que parece impossível de bater.
O perigo para Klose, Ronaldo e Müller não vem só de Messi, pois, logo a seguir, no sexto lugar, com 12, está o também gaulês Kylian Mbappé, que depois dos quatro golos na estreia, em 2018, foi o melhor marcador da edição de 2022, com oito, três na final.
Mbappé, de 27 anos, menos 11 do que Messi, instalou-se, para já, junto do 'rei' Pelé, tricampeão pelo Brasil, que marcou seis golos em 1958, um em 1962, outro em 1966 e quatro em 1970, para um total de 12.
Nos lugares imediatos, com 11 golos, estão o húngaro Sandro Kocsis, que apontou todos em 1954, e o alemão Jürgen Klinsmann, autor de três em 1990, cinco em 1994 e três em 1998.
Com 10 golos, segue-se um sexteto, composto pelo germânico Helmut Rahn (1954 e 1958), o peruano e ex-portista Teofilo Cubillas (70 e 78), o polaco Grzegorz Lato (74, 78 e 82), o inglês Gary Lineker (86 e 90), o argentino Gabriel Batistuta (94, 98 e 2002) e o alemão Thomas Müller (2010 e 2014).
Mais abaixo, e ainda com ambições de chegar ao top 10, seguem, entre outros, o português Cristiano Ronaldo, o primeiro jogador a marcar em cinco Mundiais -- um em 2006, um em 2010, um em 2014, quatro em 2018 e um em 2022.
Ronaldo tem os mesmos oito golos, entre outros, do que o inglês Harry Kane (seis em 2018 e dois em 2022) e o brasileiro Neymar (quatro em 2014, dois em 2018 e dois em 2022).
O primeiro desafio do jogador do Al Nassr é, no entanto, tornar-se o primeiro português da tabela, lugar que pertence ao 'rei' Eusébio, que marcou mais golos (nove) numa edição, em seis jogos, do que Ronaldo em cinco, e 22 encontros.
Na história dos golos, terá sempre lugar cativo o francês Lucient Laurent, que marcou o primeiro da história, em 13 de julho de 1930, no embate inaugural da prova realizada no Uruguai, entre a França e o México (4-1).
Muitos outros golos entraram na lenda, como o do inglês Geoff Hurst, que não terá entrado, na final de 1966 ou os dois, um com a 'mão de Deus' e outro após fintar mais de meia equipa inglesa, do argentino Diego Armando Maradona, no jogo com a Inglaterra dos 'oitavos' da segunda edição realizada no México, em 1986.
No total, em 22 edições do Mundial, marcaram-se 2.720 tentos, em 964 jogos, o que perfaz uma média de 2,82 golos por encontro, dos 2,21 de 1990 aos 5,38 de 1954.
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