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Vila Velha de Ródão recolhe bens essenciais para apoiar população venezuelana após os sismos

Centro está a funcionar de segunda a sexta-feira, entre as 09h00 e as 12h30 e as 14h00 e as 17h30.

02 de julho de 2026 às 10:33

A Câmara de Vila Velha de Ródão, no distrito de Castelo Branco, constituiu um centro de recolha de bens prioritários para apoiar a população venezuelana na resposta aos sismos.

"Perante a tragédia que se abateu sobre a Venezuela, um país que enfrentava já uma situação económica muito difícil, com uma série de carências ao nível das infraestruturas, a solidariedade e o envio de ajuda humanitária é absolutamente essencial", vincou o presidente da Câmara de Vila Velha de Ródão.

António Carmona sublinhou que Vila Velha de Ródão não podia deixar de responder positivamente ao apelo lançado pela comunidade venezuelana residente no concelho e assim disponibilizar instalações e meios do município para apoiar esta causa.

O centro de recolha de bens prioritários e essenciais está a funcionar na Casa de Artes e Cultura do Tejo, em Vila Velha de Ródão, onde, até ao dia 20, os interessados devem entregar os seus donativos.

O centro está a funcionar de segunda a sexta-feira, entre as 09h00 e as 12h30 e as 14h00 e as 17h30.

De entre os bens considerados essenciais nesta fase das operações de refsposta aos sismos encontram-se cobertores térmicos, colchões insufláveis, sacos-cama, tapetes de campismo ou ioga e tendas de campismo, material e kits de primeiros socorros, pastilhas e filtros portáteis de purificação de água e garrafas com filtro integrado, termos ou garrafas térmicas, material de higiene, fraldas de bebé e adultos, equipamentos de proteção e equipamentos de sobrevivência.

Os bens recolhidos serão posteriormente transportados até um centro de recolha em Lisboa, com o apoio de empresários locais, onde será coordenado e assegurado o envio para a Venezuela.

Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 2.295 mortos e 11.267 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.

Entre os mortos, há pelo menos 75 portugueses e lusodescendentes, e outros 66 estão desaparecidos ou incontactáveis.

Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.

A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada em Catia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.

Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo, e foram seguidos por centenas de réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.

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