Água mole em pedra dura
Os ditados populares têm sempre um fundo de verdade. Servem para melhor ilustrar mil e uma situações. Veja-se, por exemplo, o da "água mole em pedra dura tanto bate até que fura", que é um incentivo à persistência.
Sem nunca baixarem os braços, muitos dos nossos leitores de Porto Salvo recorreram ao CM para manifestar o seu descontentamento com a demora da Câmara de Oeiras na resolução da avaria dos semáforos na rua Conde de Rio Maior. Juntos, fizemos o papel da água mole, batendo na pedra dura da autarquia. E tanto se bateu, que o problema está finalmente resolvido, ou seja, os semáforos estão a funcionar devidamente.
Mas nem sempre a água mole fura a pedra. É o que acontece em Campelos, onde se demora a resolver uma situação perigosa: alargou-se a estrada, mas os postes de iluminação pública continuam na via! É o que acontece também em Lisboa, onde a autarquia alfacinha ainda não colocou a placa toponímica em falta na avenida Duque de Ávila. É o que acontece ainda em Barrancos, onde os acessos mais parecem caminhos de cabras.
Nestes casos, a pedra é de tal forma dura que, por muito que se bata, não se vai lá com água mole. Só há uma solução: recorrer à picareta!
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt