Aristocrata morre aos 88 anos em Sevilha.
A duquesa de Alba, Cayetana Fitz-James Stuart, morreu esta quinta-feira em Sevilha, segundo informou o presidente da câmara da cidade, Juan Ignacio Zoido.
A duquesa morreu aos 88 anos, depois de ter sido internada com uma infeção respiratória.
A saúde da duquesa, a mulher que acumula mais títulos nobiliários do mundo, perto de 50, agravou-se nas últimas semanas, tendo sido hospitalizada no domingo passado no Hospital Quirón Sagrado Corazón, com uma pneumonia que lhe causou uma arritmia cardíaca.
Depois de passar dois dias no serviço de cuidados intensivos, foi transferida na terça-feira passada para a sua casa, o Palácio de Dueñas, onde esteve até morrer, acompanhada dos seus familiares.
Segundo a mesma fonte, amigos da duquesa chegaram à casa durante o final da tarde de quarta-feira, tendo visitado também o palácio o sacerdote Ignacio Sánchez-Dalpo, amigo e confessor da duquesa.
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María del Rosario Cayetana Fitz-James Stuart y Silva, mais conhecida como duquesa de Alba, de 88 anos, era descendente direta do rei Jaime II de Inglaterra.
Apesar da linha descendente da duquesa espanhola ser de um filho ilegítimo e bastardo, Jacobo Fitz-James Stuart, Cayetana é considerada uma descendente dos Stuart, a principal casa real escocesa.
Uma das figuras mais reconhecidas da nobreza e do 'jet-set' espanhol, Cayetana sempre foi distinguida pela forma como se relacionava com os cidadãos de Sevilha e do resto de Espanha, seguindo um mote que ela própria defendia: "viver e deixar viver".
Considerada uma mulher adiantada ao seu tempo, a afilhada de Afonso XIII converteu-se na XVIII duquesa de Alba depois da morte do pai, dedicando grande parte da sua vida à manutenção e conservação do património da Casa de Alba.
Tinha um património avaliado em cerca de 3.000 milhões de euros - segundo a revista Forbes - que inclui palácios, castelos, campos e terrenos agrícolas, investimentos em bolsa, obras de arte e outros bens.
Monárquica e defensora da Coroa, amiga de Juan Carlos e Sofia e "contente" com a chegada de Felipe VI ao trono, a duquesa sempre foi uma mulher apaixonada pela vida.
Vida "vivida com intensidade"
Teve seis filhos com o seu primeiro marido, Luis Martinez de Irujo, casou-se depois com o jesuíta Jesus Aguirre - num casamento que suscitou muitas conversas na alta sociedade pelas 'atrevidas' poses fotográficas - e, finalmente, com Alfonso Diez.
"Sempre consegui tudo o que me propus, à base de lutar por isso", disse a duquesa, na altura do último casamento.
Com a morte de Cayetana de Alba desaparece uma mulher que representa uma época sem precedentes, com figuras de grande relevo histórico, adiantam os órgãos de comunicação soial espanhóis.
Em criança brincou com a rainha Isabel II de Inglaterra, conheceu Churchill, Onassis e os Kennedy e recebeu em sua casa Sofia Loren, Claudia Cardinale e Audrey Hepburn.
Cayetana de Alba disse sempre ter tido uma vida "vivida com intensidade, como se não houvesse amanhã, gozando sempre o máximo".
"Tudo o que faço me dá vida", disse, numa das suas últimas entrevistas.
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