1,3 milhões de pessoas viram mensagens nas redes sociais que icentivaram migração para Ceuta
“Vamos para Espanha”, foi uma das frases que se tornou mais virais.
Mais de 1,3 milhões de pessoas viram as mensagens nas redes sociais que estiveram na origem da crise migratória em Ceuta como “A fronteira está aberta”, ou “Basta atravessar a nado e entras em Espanha”. “Vamos para Espanha”, foi uma das que se tornou mais virais e que incentivou milhares de jovens marroquinos a tentar atravessar a fronteira.
Agora, essas mesmas redes sociais transformaram-se num local onde pais e familiares procuram desesperadamente notícias dos filhos desaparecidos após a travessia.
Um comerciante, de 50 anos, contou que o filho, de 20 anos, deixou de dar notícias na quinta-feira. “Passou a nado a fronteira de Ceuta e enviou-me um vídeo para dizer que tinha chegado bem. Desde então, não soubemos mais nada.” Outro homem relatou que a mulher está desesperada. O filho aparece em fotografias publicadas no Facebook por pessoas que atravessaram para Ceuta, mas a família não consegue localizá-lo. As imagens dos jovens desaparecidos multiplicam-se nas redes sociais. Foram publicadas fotografias de rapazes, alguns menores, enviadas por familiares angustiados.
O Governo espanhol anunciou na terça-feira que 70 mil dos 72 mil migrantes que entraram em Ceuta já regressaram a Marrocos. Fernando Grande-Marlaska assegurou que não houve qualquer “movimento secundário” e que “em nenhum momento ficou comprometido o espaço Schengen”.
Os ministros da Administração Interna da UE, reunidos na terça-feira em videoconferência, decidiram reforçar as fronteiras externas e os mecanismos de regresso de migrantes. Em comunicado, o Conselho da UE refere que houve consenso na luta contra a imigração ilegal, no fortalecimento das fronteiras, no reforço das parcerias com países terceiros e na melhoria da capacidade de antecipação.
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