13 candidatos a vereador assassinados em nove meses

Onda de violência aconteceu no Rio de Janeiro.

Cerciran dos Santos Alves, Guarujá, São Paulo, tiros, morto, Partido da Social Democracia Brasileira, política, polícia Foto: Direitos Reservados
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Numa assustadora vaga de violência política, 13 candidatos a vereador nas eleições municipais do próximo mês de Outubro foram assassinados na Baixada Fluminense, conjunto de municípios na área metropolitana da cidade brasileira do Rio de Janeiro. O primeiro crime aconteceu há nove meses e o último há uma semana, no sábado, dia 20.

A forma de actuação dos criminosos é quase sempre a mesma, esperam a vítima num local público e executam-na a sangue-frio e à queima roupa com uma grande quantidade de disparos. A escolha de locais públicos para as execuções e as saraivadas de balas usadas não são por acaso, são uma forma de amedrontar eleitores e outros candidatos adversários.

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De acordo com o inspector Giniton Lages, da Polícia Civil, que investiga várias dessas execuções, há uma clara motivação política em pelo menos 11 dos 13 assassínios cometidos contra candidatos. Nos outros dois ainda se apura se a motivação foi apenas política ou teve outras causas.

Pelo menos seis das 13 mortes de políticos na região são atribuídas a milícias, grupos criminosos rivais dos traficantes e que são formados por polícias corruptos, ex-polícias e justiceiros, que tentam chegar ao poder através da bala. O processo não é novo, a mais antiga e famosa milícia do Rio de Janeiro já teve até representantes eleitos, como Jerominho Guimarães, vereador, e o irmão, Natalino Guimarães, deputado, ambos hoje presos, mas nunca se tinha visto uma campanha tão sangrenta como a deste ano.

Em visita à região nesta sexta-feira, o juíz Gilmar Mendes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, TSE, e também membro do Supremo Tribunal Federal, STF, considerou a situação extremamente grave e prometeu tomar medidas. Segundo ele, além de o mega-esquema de segurança montado para os Jogos Olímpicos, que terminaram dia 21, estar mantido para os Jogos Paralímpicos, que começam também no Rio em 7 de Setembro, ser estendido igualmente até às eleições, em Outubro, o TSE vai enviar ainda um reforço de tropas da Força Nacional e das Forças Armadas para as cidades da Baixada Fluminense para garantir a normalidade das municipais.

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