14 anos depois da morte, Michael Jackson volta a ser julgado por abuso sexual

Esta é a segunda vez que um tribunal de recursos toma medidas para reabrir os processos.

01 de julho de 2023 às 19:01
Michael Jackson Foto: Getty Images
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Catorze anos depois da morte de Michael Jackson, o Tribunal de Recurso da Califórnia aceitou uma falha no processo que estava arquivado e reabriu novamente os processos de abuso sexual contra o cantor, interpostos por Wade Robson e James Safechuck, protagonistas do documentário "Leaving Neverland", avança o Los Angeles Times.

Uma vez que o artista morreu há 14 anos, a 25 de junho de 2009, será a MJJ Productions Inc., empresa que geria anteriormente o seu património, que vai sentar-se no banco dos réus.

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Wade Robson processou Michael Jackson, em 2013, alegando que o cantor o violou durante cerca de 10 anos.

 O coreógrafo conheceu o artista quando tinha cinco anos, depois de vencer uma competição promovida pela 'MJJ Productions' na Austrália. 

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James Safechuck, de 45 anos, apresentou queixa contra a MJJ Productions Inc. e a MJJ Ventures Inc. em maio de 2014. As ações judiciais foram rejeitadas com base no estatuto de limitações, mas as alterações legislativas enquanto os recursos estavam pendentes tornaram as ações judiciais legítimas e os casos voltaram aos tribunais.

Safechuck alega que conheceu o cantor no final da década de 80, quando tinha nove anos, enquanto filmava um anúncio da Pepsi. Depois de se conhecerem, o cantor terá começado a escrever e a contactar a criança. Segundo a vítima, Michael Jackson oferecia-lhe presentes, dinheiro, convidava-o para jantar e levava-o a espetáculos e a passar férias. James foi levado, em conjunto com a mãe, para uma digressão de seis meses do artista.

De acordo com o processo, James Safechuck foi repetidamente instruído a "negar tudo" e jurou segredo. Quando tinha cerca de 12 anos, Jackson começou a perder o interesse no menor.

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A decisão de 35 páginas, a tornar-se definitiva, poderá levar ao julgamento de processos que se arrastam há anos. Esta é a segunda vez que um tribunal de recursos toma medidas para reabrir os processos.

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