Próximos de Le Pen envolvidos no caso 'Papéis do Panamá'
Figuras da Frente Nacional usaram 'offshore' para tirar dinheiro de França.
Figuras muito próximas da líder da Frente Nacional francesa terão montado um "sistema sofisticado" de utilização de praças 'offshore' para fazer sair dinheiro de França, avança esta terça-feira o jornal Le Monde, baseando-se no caso dos "Papéis do Panamá".
De acordo com o diário francês, elementos do "primeiro círculo de fiéis" de Marine Le Pen "puseram em prática um sistema 'offshore' sofisticado" para tirar dinheiro de França.
"O sistema, entre Hong Kong, Singapura, as Ilhas Virgens britânicas e o Panamá", foi "utilizado para fazer sair dinheiro de França, através de sociedades fictícias e de faturas falsas, com o objetivo de escapar aos meios franceses para evitar o branqueamento de capitais", adianta o jornal.
O Le Monde, com base no caso dos Papéis do Panamá (Panama Papers, em inglês) da empresa Mossack Fonseca, aponta o nome de do contabilista e ex-conselheiro da FN Nicolas Crochet e do empresário Frederic Chatillon, chefe da empresa Riwal, que criou serviços de comunicação para os candidatos da Frente Nacional.
Quando estava iminente a divulgação do caso dos Papeis do Panamá, Chatillon disse na segunda-feira que iria colocar à disposição dos jornalistas os "documentos comprovativos da legalidade de todas as operações".
A Frente Nacional assegurou, entretanto, em comunicado, "não estar envolvida no caso 'Panama Papers'".
De acordo com o Le Monde, "em 2012, logo após a eleição presidencial, Frederic Chatillon combinou com Nicolas Crochet fazer sair 316.000 euros da Riwal e do território francês".
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt