Milhares saem às ruas para lutar contra o racismo e ignoram distanciamento social
Em Portugal, os manifestantes juntaram-se sem respeitarem distâncias de segurança.
O protesto contra o racismo e a violência policial juntou este sábado à tarde na Alameda, em Lisboa, milhares de pessoas. Na marcha, que seguiu até à praça do Comércio, os manifestantes reuniram-se sem cumprirem as regras de distanciamento social, apesar de a maioria ter usado máscara. No Porto, mais de mil pessoas marcharam na avenida dos Aliados, não respeitando, da mesma forma, a distância social imposta para prevenir a transmissão da Covid-19. Em Braga, Coimbra e Viseu também ocorreram manifestações.
Em Sydney, na Austrália, cerca de 20 mil pessoas protestaram contra o racismo, tendo acabado a polícia por usar gás lacrimogéneo para dispersar os manifestantes. O protesto, que tinha sido cancelado na sexta-feira, foi aprovado poucos minutos antes da hora programada para o início. Já em Berlim, Alemanha, os manifestantes vestiram camisolas pretas para alertar contra o racismo. Em Hamburgo, os protestos foram mais violentos e a polícia acabou por usar gás lacrimogéneo e afirmou ter um canhão de água pronto a ser usado.
PORMENORES
Fim das balas de borracha
Um tribunal de Denver, nos EUA, ordenou que a polícia deixasse de usar gás lacrimogéneo, balas de borracha e granadas de flash contra os manifestantes.
88 milhões de euros
Michael Jordan, o ex-jogador da Liga americana de basquetebol, vai doar cerca de 88 milhões de euros para organizações que lutam pela igualdade racial.
Gás acelera propagação
Vários médicos e especialistas de saúde pública já alertaram que usar gás lacrimogéneo e gás pimenta pode acelerar a propagação da Covid-19.
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