Jair Bolsonaro isolado com Covid-19 governa o Brasil por telefone

Só tem contacto com um assessor que já teve coronavírus. Foi fotografado a andar de um lado para o outro ao telemóvel.

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Adepto das aglomerações populares e do contacto físico com apoiantes e colaboradores, o presidente brasileiro Jair Bolsonaro enfrenta desde terça-feira uma rotina bem diferente. Infetado com Covid-19, a doença que sempre minimizou, vive há quatro dias em isolamento na residência oficial, em Brasília, e governa o país por telefone.

Bolsonaro passou a dormir sozinho num quarto para não infetar a mulher, Michelle, a filha e a enteada, que vivem com o casal no Palácio da Alvorada. Adaptou outro quarto como escritório, de onde comanda o governo por videoconferência e telemóvel. A única pessoa com quem mantém contacto presencial é o chefe da ajudância de ordens, Major Mauro Cid, que já teve Covid-19.

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Agitado, como se se sentisse enjaulado, Bolsonaro tem sido fotografado a andar de um lado para o outro dentro do edifício, e por duas vezes apareceu na porta do palácio a falar ao telemóvel. Nas redes sociais, ele garante estar bem de saúde apesar do diagnóstico, e atribui o seu bem estar ao uso de hidroxicloroquina e azitromicina, apesar de os dois medicamentos não serem recomendados, pela OMS, contra o coronavírus.

Com médicos à disposição 24 horas por dia no palácio, Bolsonaro, de 65 anos, tem-se submetido a três avaliações diárias, principalmente ao coração, e vai repetir o teste da Covid-19 na segunda-feira.

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O número de casos de Covid-19 disparou em Tulsa, Oklahoma, duas semanas após o comício do presidente Donald Trump, apesar de o número de participantes ter ficado muito aquém do esperado.

A Organização Mundial de Saúde nomeou uma comissão independente para investigar a forma como lidou com a pandemia desde o início.

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