Atirador de massacre em Chicago já tinha ameaçado de morte a família

Robert Crimo já era conhecido da polícia devido a vários incidentes.

07 de julho de 2022 às 09:23
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O autor do tiroteio durante o desfile do Dia da Independência em Highland Park, Chicago, conseguiu comprar legalmente cinco armas, incluindo a espingarda semiautomática que usou no ataque, apesar de uma tentativa de suicídio e ameaças de morte contra a própria família em 2019.

Novos detalhes do passado de Robert Crimo, de 21 anos, foram esta quarta-feira revelados pelas autoridades de Lake County. O primeiro contacto do jovem com a polícia ocorreu em abril de 2019, quando Crimo tentou pôr fim à vida. Meses depois, em setembro, as autoridades receberam uma chamada de um familiar, relatando que o jovem ameaçava "matar toda a gente", dirigindo-se à sua família.

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A polícia apreendeu na altura uma coleção de 16 facas da casa do jovem, em Highland Park, mas o caso foi dado como encerrado por não ter sido apresentada nenhuma queixa formal por parte da família.

Apesar destes antecedentes, o seu nome não foi incluído nas listas de pessoas com problemas de saúde mental ou tendências violentas, o que teria evitado que ele conseguisse comprar armas de fogo. Crimo enfrenta agora sete acusações de assassinato em primeiro grau.

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Pais de menino perdido entre as vítimas

A mãe e o pai de um menino de dois anos que foi encontrado sozinho no dia do tiroteio estão entre as vítimas, confirmou esta quarta-feira a família. O pequeno Aiden McCarthy foi encontrado ensanguentado e perdido após o ataque, enquanto perguntava pelos pais, tendo sido recolhido por um casal. A criança está agora ao cuidado dos avós, e foi criada uma angariação de fundos para ajudar a família, que já ultrapassou os dois milhões de dólares.

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