"Queria escapar-lhe": Gypsy Rose foi presa por matar a mãe. Oito anos depois está em liberdade
Acreditou, durante muitos anos, que sofria de várias doenças. Quando descobriu que a mãe lhe mentiu, planeou com o namorado esfaqueá-la até à morte.
Gypsy Rose Blanchard, a mulher norte-americana condenada a dez anos de prisão em 2015 por matar a mãe, saiu esta quinta-feira em liberdade. A mulher de 32 anos cumpriu apenas sete anos de prisão, avança a ABC News
A mãe, "Dee Dee" Blanchard, abusou da filha durante anos convencendo-a de que sofria de várias doenças. Leucemia, distrofia muscular, deficiências visuais e auditivas e convulsões eram algumas delas.
Gypsy Rose foi submetida a várias cirurgias, andava de cadeiras de rodas e chegou a ser alimentada por uma sonda. As informações que constavam nos documentos pessoais também não eram verdadeiras.
A descoberta de que tinha sido enganada pela mãe motivou o crime. A jovem foi cúmplice do namorado, Nicholas Godejohn, que conheceu numa rede social e que esfaqueou a mulher até à morte no quarto em Springfield, nos Estados Unidos da América.
O homem foi condenado a prisão perpétua por ser acusado de homicídio em primeiro grau. Gypsy Rose, admitiu o crime, e foi condenada por homicídio em segundo grau.
"Acorrentou-me fisicamente à cama, colocou campainhas nas portas", disse Gypsy Rose, em 2017, numa entrevista à ABC News. Gypsy matou a mãe porque "queria escapar-lhe", acrescentou.
O caso ficou internacionalmente conhecido e foi trama, em 2019, da série "The Act".
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