Pedro Sánchez anuncia que não se vai demitir do governo espanhol
Primeiro-ministro espanhol tinha colocado a possibilidade de abandonar o cargo.
O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, anunciou esta segunda-feira que não se vai demitir do governo espanhol. Na quarta-feira passada Sánchez tinha colocado a possibilidade de abandonar o cargo, depois de a imprensa espanhola ter noticiado que a sua mulher, Begoña Gómez, está a ser alvo de uma investigação por corrupção e tráfico de influências.
Pedro Sánchez admitiu que "não há honra que justifique as ofensas das pessoas que mais queremos".
O primeiro-ministro espanhol disse ainda que ele e a esposa têm sido alvo de vários ataques ao longo dos anos, sublinhando que se se aceita ataques a pessoas inocentes, "então não vale a pena".
"Eu e a minha mulher sabemos que esta campanha de descredibilização não vai parar, vivemos isto há 10 anos", afirmou.
"Decidi seguir", acrescentou o primeiro-ministro espanhol.
Pedro Sanchez disse na quarta-feira passada, numa publicação feita na rede social X que precisava de "parar e refletir", admitindo demitir-se do cargo do governo espanhol.
Sanchez referiu que a mulher irá colaborar com a justiça e "defenderá a sua honestidade".
"Tenho de responder à pergunta se vale a pena, apesar do que a direita e a extrema-direita pretendem fazer da política", escreveu Pedro Sánchez na carta em que divulgou. Acrescentou ainda que precisa de perceber se deveria "continuar a liderar o governo ou renunciar".
Begoña Gómez está a ser investigada devido a uma denúncia por tráfico de influências e corrupção. Em causa estão negócios com empresas que receberam contratos públicos da Administração Central do Estado. Um tribunal de instrução de Madrid, Espanha, já abriu um inquérito.
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