Genro de Trump mencionado em conversa de espiões
Diretora Nacional dos Serviços de Informações acusada de encobrir denúncia politicamente sensível
A "pessoa próxima de Trump" mencionada numa conversa entre dois espiões estrangeiros que foi intercetada pela NSA no ano passado foi o genro do presidente, Jared Kushner, avançou esta sexta-feira o 'Wall Street Journal'.
De acordo com fontes citadas pelo jornal, o nome de Kushner foi citado pelos dois agentes estrangeiros numa conversa "relacionada com o Irão". Kushner, recorde-se, é um dos enviados de Trump para o Médio Oriente e desempenha um papel central nos esforços de normalização das relações entre Israel e os países árabes.
Segundo uma das fontes citadas, os factos discutidos "seriam muito significativos se forem verdade". Já fonte da Administração Trump diz que as alegações são "manifestamente falsas".
A conversa entre os dois agentes estrangeiros foi intercetada pela NSA no início do ano passado e reportada à Diretora Nacional dos Serviços de Informações, Tulsi Gabbard. Após consultar a Casa Branca, Gabbard ordenou que todos os documentos relacionados com a investigação fossem entregues ao seu gabinete e não fossem partilhados com outras agências, levantando suspeitas de encobrimento. Um funcionário acabou por denunciar o caso e, na semana passada, o gabinete de Gabbard admitiu finalmente a existência da conversa e mostrou uma transcrição parcialmente classificada, com algumas partes a negro, a uma comissão do Congresso. Alguns membros democratas da Comissão questionaram porque é que os documentos foram escondidos tanto tempo e indicaram que "levantam questões sérias relacionadas com a segurança nacional" que devem ser devidamente investigadas.
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