Acampamento de apoiantes de Lula junto a prisão é atacado a tiro

Uma pessoa ficou ferida com gravidade.

Lula da Silva, ex-Presidente do Brasil Foto: Reuters
Lula da Silva, ex-Presidente do Brasil Foto: Reuters

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Duas pessoas ficaram feridas, uma delas com gravidade, num ataque a tiro levado a cabo ao final da madrugada deste sábado num acampamento de apoiantes do ex-presidente brasileiro Lula da Silva a cerca de 800 metros da prisão onde este se encontra a cumprir a pena, em Curitiba, no Brasil.

Um dos feridos, Jefferson Lima de Menezes, de 39 anos, estava na tarde deste sábado internado em estado grave no Hospital do Trabalhador. A vítima esteve em observação numa UTI, Unidade de Tratamento Intensivo, devido a uma bala que ficou alojada no pescoço. Até ao momento, os médicos ainda não tinham decidido se iriam realizar uma operação, esperando aparentemente que o quadro de saúde deste se estabilizasse um pouco mais.

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O ataque ocorreu por volta das 04h00 locais, 08h00 em Lisboa, na Rua Padre José Wislinski, no bairro Santa Cândida, onde cerca de 500 apoiantes de Lula estão acampados desde o passado dia 17 de abril em vigília pelo antigo presidente e protestando contra a sua prisão. Este foi preso no dia sete, após uma ordem de prisão emitida pelo juiz Sérgio Moro, para começar a cumprir a pena de 12 anos e um mês por corrupção, e encontra-se numa cela da sede regional da Polícia Federal de Curitiba, localizada no mesmo bairro.

De acordo com as pessoas presentes no local, um homem passou pelo acampamento gritando várias frases contra Lula e disparando contra as tendas erguidas num terreno alugado para receber a vigília permanente. Jefferson foi atingido por pelo menos uma das balas e uma outra militante pró-Lula, que estava numa casa de banho instalada no acampamento, foi ferida com estilhaços das janelas de vidro também atingidas.

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A polícia recolheu na rua vários cartuxos de pistola 9mm, um calibre proibido a civis. Mas a corporação, alegando ainda estar a recolher indícios e testemunhos, não adiantou mais detalhes sobre o ataque.

Através da Internet, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do Partido dos Trabalhadores, do qual Lula continua a ser o candidato às presidenciais do próximo mês de Outubro, afirmou que mais de 20 tiros foram disparados contra o acampamento, e que só não houve mais vítimas porque a maioria se encontrava a descansar dentro das tendas. Esta atribuiu o ataque ao que considerou ser uma vaga de intolerância e de ódio promovida contra o antigo presidente e a candidatura deste.

Em Março, a caravana com que Lula percorreu os estados do sul do Brasil em pré-campanha para as presidenciais já tinha sido alvo de um ataque, também no Paraná. Numa estrada do município de Laranjeiras do Sul, os autocarros da caravana foram alvo de disparos, que atingiram as laterais e uma das janelas dos veículos, no entanto ninguém ficou ferido e o caso ainda não foi esclarecido.

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