Agentes da CIA dizem que houve interferência da Rússia durante a campanha

Moscovo terá usado piratas informáticos para roubar informações à campanha da democrata Hillary Clinton.

10 de dezembro de 2016 às 21:18
Teerão, China, Irão, Estados Unidos da América, Donald Trump, Negócios Estrangeiros, política, distúrbios, guerras e conflitos, política nuclear, armamento Foto: Reuters
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O presidente dos EUA, Barack Obama, ordenou uma investigação urgente às alegações de que a Rússia  influenciou as eleições presidenciais nos EUA, vencidas por Donald Trump no passado dia 8 de novembro.

A investigação vai avançar depois de a CIA, em relatório secreto divulgado pelo The Washington Post, confirmar que piratas informáticos ao serviço de Moscovo acederam a milhares de emails do Partido Democrata e da campanha da candidata democrata Hillary Clinton, com o propósito declarado de influenciar as eleições.

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As primeiras suspeitas de envolvimento russo remontam a setembro e levaram Obama a pedir medidas para evitar intromissões externas. Em outubro, o governo dos EUA acusou a Rússia de ataques cibernéticos para influenciar as eleições e John Podesta, diretor de campanha de Hillary, condenou os ataques que revelaram dados sobre a estratégia do partido.

"As agências de espionagem estão convencidas de que o objetivo da Rússia foi ajudar a eleição de Trump", referiu na sexta-feira um responsável da CIA no Senado. Segundo a agência de espionagem, os documentos pirateados foram entregues ao Wikileaks.

Apesar destas denúncias, a CIA não refere se os piratas acederam às máquinas de votação para viciar o escrutínio, como presume a candidata ecologista Jill Stein, que pediu a recontagem manual de votos em três estados.

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