“Alguns choraram como crianças”
O famoso pacto de silêncio feito pelos 33 mineiros chilenos foi ontem violado por Mario Sepúlveda. O ‘palhaço’ de serviço, que ganhou relevo mediático ao relatar os vídeos filmados no fundo da mina, falou ao britânico ‘Daily Mail’ do inferno dos 17 dias iniciais de isolamento. Nessa altura, muitos "choraram como crianças", mas, ao contrário do que se tem dito, não houve sexo entre os mineiros.
O medo e o desespero foram constantes, confessa, adiantando que a sobrevivência foi garantida por água manchada de óleo: "Sabia mal, mas pelo menos não nos envenenava."
Aberto a falar sobre tudo, Sepúlveda ficou em silêncio quando questionado sobre os alegados confrontos físicos na mina, limitando-se a reiterar que muitos perderam a esperança e passavam o tempo deitados, a chorar.
Confrontado com o facto de, ao dizer estas coisas, estar a violar o pacto, frisa: "Não estou a trair ninguém. Só estou a falar porque tem havido rumores e era preciso que alguém esclarecesse as coisas."
Um dos rumores era, justamente, o de ter havido relações homossexuais na mina. "Estávamos demasiado ocupados a lutar pela vida para pensar em sexo", assegura, insistindo que o pacto não guarda segredos desses: "Quisemos só proteger os mais jovens."
Sepúlveda considera que são também os jovens os mais tentados pelas propostas milionárias que têm chovido sobre os mineiros. "Vamos continuar unidos e vamos apoiá-los", assegurou.
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