'Âmbar' é o novo disco da cantora Tainá

A cantora e compositora brasileira vive atualmente em Portugal, onde iniciou o seu projeto musical. Lançou o primeiro disco em 2019 e agora apresenta o seu segundo álbum, Âmbar.

31 de outubro de 2024 às 18:34
Partilhar

Nasceu no Estado do Pará mas viveu em muitas cidades do Brasil. Com a família ouviu muitas canções e cantores brasileiros e a música tornou-se uma paixão. Aos onze anos teve a sua primeira guitarra qua a acompanhou nas aulas de música na Igreja. “Foi tocando a minha primeira música que o meu professor de guitarra percebeu que eu tinha uma voz bonita e disse: Você já pensou em cantar?”, recorda a cantora brasileira sobre o momento em que teve a perceção de que tinha uma boa voz. Djavan, Gilberto Gil ou Caetano Veloso foram alguns dos artistas que inspiraram Tainá enquanto crescia com a guitarra e enquanto aprendia também a tocar piano, e aos dezanove anos entrou na Faculdade de Música, em São Paulo.

Veio para Portugal e pensou que a sua vida na música não teria continuação, pois não conhecia músicos nem pessoas da área musical. “Fui trabalhar para um café, e em frente a esse café existia um curso de desenvolvimento artístico. Foi onde entrei e conheci o Mikkel Solnado, que me convidou para ser compositora para outros cantores, portugueses e brasileiros, no seu estúdio em Paço de Arcos. Nesse estúdio, cheguei e cantei canções minhas, e ele pensou: Afinal não quero que componha para outras pessoas, quero ser o seu produtor”, refere Tainá sobre o seu regresso à música, desta feita em Portugal.

Pub

Um dia, em Lisboa, algo bastante caricato aconteceu. “Estava na Rua da Bica com uns amigos, e estavam lá uns músicos tocando música brasileira. Um dos meus amigos me desafiou a cantar uma música com eles, do Tom Jobim. Então toquei uma música com eles e me convidaram para um concerto deles no Capitólio. Ao chegar no concerto, à noite, reparei que era um concerto do Erlend Oye (Kings of Convenience), já tinham falado com o Erland Oye que tinham tocado com uma brasileira na rua, então ele chegou, não me disse nada e me deu uma guitarra, no fim do concerto. Toquei uma música minha chamada ‘Desertos’ e foi aí que tudo começou. Convidou-me para fazer a abertura do seu concerto em Guimarães. Através desse concerto conheci a minha antiga agência”, afirma a cantora brasileira.

Em 2019 lançou o seu primeiro disco, chamado Tainá. “contém onze canções e todas elas falam sobre experiências que vivi quando cheguei a Portugal. Sobre estar só, a saudade da família, sobre se descobrir como artista também”, informa a cantora que lançou no mês de outubro o seu segundo álbum. “Esse disco, Âmbar, traz um pouco das minhas raízes do Brasil. Sempre ouvi muita música brasileira, bossa nova. Então eu queria trazer esse gingado e essa leveza que tem na sonoridade brasileira para cá. Quem produziu foi o Marcelo Camelo, que é um cantor e compositor brasileiro, que ficou muito conhecido pela banda Los Hermanos, e trouxe toda a musicalidade do samba. Escolhi esse nome para o disco, Âmber, porque é a única pedra que é formada através da seiva das raízes. Esse disco, para mim, representava raízes, e essa é uma pedra que representa transparência, sol e luz. Sinto que estou vivendo um momento de muita leveza, luz e clareza, porque me encontrei como pessoa. Toda essa luz resplandeceu, então esse disco representa isso para mim”, esclarece Tainá, que fala também sobre o tema ‘Menina da praia’. “É uma das músicas que mais representa o disco. Eu moro na praia e sempre que vou me reconectar comigo, vou à praia e dou um mergulho. A minha família, no Brasil, também mora na praia. Então, quando vou à praia, é como se me reencontrasse com as minhas raízes. Através do mergulho, do calor, do sol. Essa música representa o disco porque cada canção fala um pouquinho sobre o mar e a saudade, depois do Atlântico, sobre o barco, sobre a costa. Traz todo esse aconchego, que mesmo no inverno encontramos dentro de nós, o sol e o mar”, conclui a cantora brasileira Tainá.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar