Ana foi encontrada morta no apartamento onde se prostituía após visita do ex-companheiro
Suspeito saiu à pressa do local do crime, no centro de Madrid. Vítima deixa duas filhas adolescentes.
Ana, uma prostituta boliviana de 45 anos e mãe de duas filhas adolescentes, foi encontrada morta, esta terça-feira, pelas colegas com quem dividia um apartamento na Calle Princesa, junto à Plaza de España, em Madrid.
Segundo os serviços médicos do 112, Ana terá sido asfixiada até à morte. As autoridades revelaram que o corpo de Ana não apresentava sinais exteriores de violência, pelo que, só a autópsia realizada esta quarta-feira poderá confirmar se a morte da mulher se trata ou não de um homicídio, avança o jornal El Mundo
Ana residia em Madrid há mais de uma década e prostituia-se, juntamente com as companheiras, no apartamento onde foi encontrada morta. A casa era "controlada por uma senhora idosa", contou um morador do edíficio, citado pelo diário espanhol. Segundo o mesmo morador, a polícia foi chamada várias vezes ao local durante a pandemia.
"Este é um edifício onde há muitos Airbnb, bem como apartamentos que são alugados à hora e ao dia, onde todos sabemos que há prostituição", explicou uma vizinha.
Até ao momento, tudo o que se sabe é que, de acordo com testemunhas, a última pessoa que esteve pessoalmente com a vítima terá sido o seu ex-companheiro, que terá saído à pressa do apartamento, colocando-se em fuga.
A Polícia está a tentar localizar um homem "dominicano negro", alegam as testemunhas, através da visualização das imagens de videovigilância que existem no edifício.
Os psicólogos foram acionados para prestar auxílio às mulheres que encontraram Ana morta. A Polícia Científica esteve até às 20h00 locais a recolher provas no apartamento e nas zonas comuns do edifício.
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