Arrancou a 33.ª fase da Operação Lava Jato

Operação decorreu em vários estados do Brasil.

Brasil, Polícia, Lava Jato, Segurança, Foto: DAVE HUNT/EPA
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A Polícia Federal do Brasil deflagrou esta terça-feira a 33.ª fase da Operação Lava Jato, que apura desvios milionários descobertos na Petrobras. A acção tem como alvo principal a construtora Queiroz Galvão, cujo ex-presidente, Ildefonso Colares Filho, foi preso ao início do dia em casa.

Ao todo, 130 agentes federais, apoiados pelas polícias locais, cumprem 32 mandados, entre eles dois de prisão preventiva, um de prisão temporária e seis de condução coercitiva, quando o suspeito é levado à força para depor e libertado em seguida.

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A ação decorreu nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Pernambuco, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Intitulada "Resta um", incide ainda sobre empresas de consultoria que terão intermediado contratos sobre facturados entre a Petrobras e a Queiroz Galvão. Segundo o Ministério Público, a Queiroz Galvão é a terceira construtora com mais contratos suspeitos no esquema de desvios descoberto na Petrobras, criado para desviar milhares de milhões de euros que financiaram partidos e enriqueceram executivos e políticos.

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Segunda-feira, dois dos nomes de maior destaque no esquema, os publicitários João Santana e sua mulher, Mónica Moura, responsáveis pelas campanhas de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 e que estavam presos desde Fevereiro, foram libertados pelo juiz Sérgio Moro.

Eles foram libertados após terem feito um acordo de colaboração com a justiça, cujo teor ainda não é conhecido na totalidade, e de pagarem uma fiança milionária, de quase oito milhões de euros.

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