ASSASSINO DO BARALHO TINHA SEDE DE FAMA
O 'assassino do baralho', autor confesso de seis homicídios em Espanha, é um indivíduo pertubado que mentiu nos seus testemunhos, depois de se entregar, só pelo gosto da fama.
A Polícia espanhola acredita que terá sido exactamente a sede de notoriedade que terá levado Alfredo Galán Sotillo a recorrer ao jogo macabro das copas. Recorde-se que o antigo militar, de 26 anos, deixava uma carta junto ao corpo de cada uma das suas vítimas .
De facto, ao perceber que a Imprensa dera muita importância a um baralho de cartas encontrado junto ao corpo daquela que terá sido a sua segunda vítima, passou a deixar a sua 'assinatura' junto dos corpos das restantes vítimas - primeiro o ás, depois um duque e assim por diante.
Sotillo, que se entregou à Polícia no passado dia 3, tem tido um comportamento que os funcionários prisionais consideram estranho. Normalmente os reclusos, no máximo 24 horas após a sua prisão, começam a manifestar sintomas de fraqueza. É a altura em que se apercebem da sua nova realidade. Mas Sotillo não mostra qualquer fraqueza e nem arrependimento pelos seus crimes. Partilha a cela com um outro recluso, que o vigia para que não cometa nenhuma loucura. Pode ir ao pátio da prisão onde está, Herrera de la Mancha, duas vezes por dia, sempre acompanhado de um funcionário. Sotillo não aproveita esta 'trégua prisional' para fazer algo que lhe dê prazer. Aliás, não faz rigorosamente nada. Nem se relaciona com os outros presos, à excepção do companheiro de cela. A chamada telefónica que tem direito a efectuala, fê-la não a um membro da família, mas à sua advogado. Não tem recebido visitas de ninguém, nem da família nem de amigos. A advogada diz que o seu cliente é uma pessoa "muito educada, culta e inteligente". Mas também perturbada, já que segundo o próprio, matava porque sentia impulso de o fazer e porque queria provar que matar era fácil.
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