Assassino japonês queria eliminar deficientes

Autor de matança esteve internado em hospital psiquiátrico.

27 de julho de 2016 às 08:37
Foto: Kyodo/Reuters
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O homem que na segunda–feira matou à facada 19 pessoas num centro para pessoas com deficiência nos arredores de Tóquio, no Japão, tinha estado internado há poucos meses num hospital psiquiátrico por defender que era preciso "livrar o Mundo de deficientes."

Satoshi Uematsu, de 26 anos, entrou durante a noite no centro Tsukui Yamayuri-En, que dá assistência a deficientes físicos e mentais graves, e assassinou à facada 19 pacientes enquanto dormiam, ferindo gravemente outros 25. De seguida, entregou-se à polícia, dizendo apenas "fui eu."

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O assassino trabalhou no centro durante vários meses, mas foi forçado a demitir-se em fevereiro após ter entregado uma carta a um deputado local a defender a "eutanásia de deficientes".

"O meu objetivo é criar um Mundo em que os deficientes graves possam ser eutanizados, com a anuência de um tutor, se não conseguirem ter uma vida independente e produtiva em sociedade", escreveu Uematsu, que se disponibilizou para matar, ele próprio, "470 deficientes."

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O deputado denunciou o caso à polícia e, além de perder o emprego, Uematsu foi internado compulsivamente num hospital psiquiátrico. No entanto, teve alta ao fim de 12 dias, após os médicos terem concluído que "estava melhor" e já não constituía uma ameaça.

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