Assessores de Trump com ligações à Rússia

Telefonemas intercetados revelam contactos com a espionagem russa um ano antes das presidenciais.

16 de fevereiro de 2017 às 08:26
Trump desvaloriza suspeitas e renova ataques contra agências de informações Foto: Reuters
Trump Foto: Reuters
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Membros da equipa de campanha presidencial de Donald Trump e outros conselheiros próximos mantiveram contactos regulares com a espionagem russa um ano antes das eleições de novembro de 2016 que tornaram o magnata presidente dos EUA.

A revelação baseia-se em escutas telefónicas e registos de chamadas e surgiu ontem na Imprensa, coincidindo com notícias de pressões crescentes no Congresso para que a relação do ex-conselheiro de Segurança Nacional Michael Flynn com a Rússia seja investigada.

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Trump reagiu às novas notícias acusando o FBI e a NSA de fugas de informação. "O verdadeiro escândalo aqui é que informações classificadas sejam oferecidas como rebuçados pelas agências de espionagem", escreveu Trump no Twitter, dizendo ainda que "este absurdo da ligação com a Rússia é uma tentativa de encobrir os erros da campanha de Hillary Clinton".

A Rússia, recorde-se, foi acusada de manobrar as presidenciais americanas, mas não há provas de que os assessores de Trump tenham participado nessas manobras.

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Quanto a Flynn, foi demitido após 24 dias como Conselheiro de Segurança Nacional por mentir sobre os contactos que manteve com o embaixador russo nos EUA, em 2016.

A Casa Branca admitiu que o presidente Trump sabia de tudo desde janeiro.

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