Ataques russos causam corte no fluxo de petróleo em oleoduto Druzhba

Cerca de 100 mísseis foram disparados.

15 de novembro de 2022 às 21:17
Guerra na Ucrânia Foto: ALEXANDER ERMOCHENKO/reuters
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O abastecimento à Europa de petróleo russo pelo oleoduto Druzhba, através da Ucrânia, foi interrompido devido a danos num dos seus transformadores, causados pelos bombardeamentos russos desta terça-feira à tarde, indicou a petrolífera húngara MOL.

"Estamos a acompanhar os acontecimentos e a analisar com os parceiros ucranianos as condições para repor em funcionamento o oleoduto Druzhba", disse a petrolífera, citada pela agência MTI.

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A empresa especificou que um transformador do oleoduto situado na fronteira entre a Ucrânia e a Bielorrússia foi atingido por artilharia.

A Hungria, a Eslováquia e a República Checa são os países que recebem petróleo por meio do Druzhba.

Para situações de emergência, a Hungria conta com reservas estratégicas de petróleo que cobrem a procura por um período máximo de 90 dias, recordou a MOL.

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Por seu lado, a televisão pública húngara, M1, indicou que a Hungria também pode receber crude através do oleoduto que chega ao país pelo Adriático - uma alternativa que poderá ser acionada durante os 90 dias que as reservas do país asseguram.

De acordo com a Força Aérea ucraniana, a Rússia disparou esta terça-feira sobre as infraestruturas de produção de energia elétrica de várias regiões ucranianas "cerca de" 100 mísseis, causando cortes de eletricidade que afetaram mais de sete milhões de habitações na Ucrânia, além de ter atingido igualmente zonas residenciais e feito pelo menos um morto na capital, Kiev.

O ministro dos Negócios Estrangeiros húngaro, Péter Szijjártó, garantiu que, apesar desta agressão, a embaixada da Hungria continuará a funcionar na capital ucraniana.

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A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra, que esta terça-feira entrou no seu 265.º dia, 6.557 civis mortos e 10.074 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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