Austrália aprova leis mais rígidas sobre armas e crimes de ódio após tiroteio em Bondi
Austrália registou um recorde de 4,1 milhões de armas de fogo no país no ano passado.
A Austrália aprovou novas leis para a recompra nacional de armas, verificações mais rigorosas para licenças de porte de armas e uma repressão aos crimes de ódio em resposta ao pior tiroteio em massa do país em décadas, ocorrido num festival judaico no mês passado.
Dois projetos de lei para um controlo mais rigoroso de armas e medidas anti-ódio foram aprovados pela Câmara dos Representantes e pelo Senado durante uma sessão especial do parlamento, avança a Reuters.
Ao apresentar as alterações sobre as armas, o ministro do interior, Tony Burke, disse que indivíduos com “ódio nos corações e armas nas mãos” realizaram o ataque de 14 de dezembro na famosa praia de Bondi, que matou 15 pessoas.
“Os trágicos eventos em Bondi exigem uma resposta abrangente do governo”, disse Burke. “Como governo, devemos fazer tudo o que pudermos para combater tanto a motivação como o método”, acrescenta.
O pai e o filho atirados, responsáveis pelo ataque às celebrações judaicas do Hanukkah, usaram armas de fogo que foram obtidas ilegalmente, apesar de o filho ter sido previamente analisado pela agência de espionagem da Austrália.
Parlamento convocado antecipadamente para sessão extraordinária
O primeiro-ministro Anthony Albanese convocou o parlamento antecipadamente para uma sessão extraordinária com o objetivo de endurecer as restrições após o tiroteio que chocou a nação e gerou pedidos por mais medidas de controlo de armas.
Estas medidas são mais exigentes nas leis de importação de armas de fogo, bem como nas verificações de antecedentes para as licenças emitidas pelos estados australianos.
A Austrália registou um recorde de 4,1 milhões de armas de fogo no ano passado, informou o governo no passado domingo.
O projeto de lei foi aprovado sem o apoio da coligação da oposição, confirma a Reuters.
Aumentam as penas para crimes de ódio
Um segundo projeto de lei aumenta as penas para crimes de ódio, como penas de prisão de até 12 anos quando um líder religioso está envolvido, e permite a proibição de grupos considerados propagadores de ódio.
O projeto concede também novos poderes para cancelar ou recusar vistos ao mesmo tipo de grupos.
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