Bandeira russa no fundo do Pólo Norte
Um mini-submarino cravou uma bandeira russa nas profundezas marinhas por debaixo do Pólo Norte, simbolicamente reclamando para a Rússia a posse de um território que se julga rico em petróleo, gás natural e recursos minerais.
A bandeira, de titânio à prova de ferrugem, foi cravada a 4200 metros de profundidade pelo braço mecânico do mini-submarino ‘Mir-1’, um dos dois pequenos submergíveis que participam na controversa expedição. A bordo, o comandante da expedição e vice-presidente da Câmara Baixa do Parlamento russo, Artur Chilingarov, afirmou que a aterragem tinha sido “suave”. “O solo à nossa volta é amarelado e não se vislumbra qualquer habitante das profundezas”, afirmou o famoso explorador polar.
A expedição russa, a primeira a atingir o local, tem como objectivo recolher provas científicas de que o desfiladeiro de Lomonosov, que passa directamente sob o Pólo Norte, é um prolongamento da plataforma continental siberiana, reforçando assim a reivindicação da soberania sobre o Pólo e as riquezas minerais dos seus fundos marinhos. Recorde-se que a Lei Internacional estabelece uma faixa de 200 milhas marítimas a norte das zonas costeiras como limite territorial para os cinco países que têm territórios a norte do Círculo Polar Árctico – Rússia, EUA, Noruega, Dinamarca e Canadá.
Este último país foi o primeiro a reagir, afirmando que tudo não passou de um “espectáculo”. “Já não estamos do século XV. Não basta andar pelo Mundo a cravar bandeiras para reclamar a soberania de um território”, afirmou fonte do governo.
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