Benjamin Netanyahu pede perdão ao presidente de Israel em caso de corrupção
Primeiro-ministro está a ser julgado há vários anos.
O primeiro-ministro israelita enviou um requerimento ao presidente de Israel, Isaac Herzog, pedindo oficialmente que o amnistiasse nas acusações de corrupção de que é alvo há vários anos. O anúncio foi feito pelo próprio Benjamin Netanyahu, que justifica a intenção dizendo que ser arguido no processo é um dificulta a ação do seu governo.
"Os meus advogados enviaram um pedido de perdão ao presidente do país hoje [domingo]", afirmou Netanyahu num vídeo divulgado pelo Likud, o seu partido político, e citado pela Reuters. "Espero que todos os que desejam o bem do país apoiem esta decisão", sustentou.
De acordo com o The Times of Israel, na carta é possível ler a argumentação de que o processo se tornou "um grande foco de controvérsia" que afeta o funcionamento e a gestão do país. Ainda que, diz Netanyahu, fosse do seu "interesse pessoal" provar a sua inocência em tribunal, "o interesse público dita o contrário".
"Dados os desafios à segurança e as oportunidades diplomáticas com que hoje Israel se depara, estou empenhado em fazer tudo o que estiver ao meu alcance para sanar divisões, alcançar a união entre as pessoas e restaurar a confiança nas instituições", pode ler-se.
No caso em que é visado, e cujo julgamento começou em 2020, Netanyahu é acusado de fraude, suborno e abuso de confiança. Em causa está a suspeita de que o primeiro-ministro do país foi terá sido corrompido por vários empresários influentes de Israel.
O chefe do governo israelita já tinha anteriormente submetido um pedido de imunidade ao parlamento, que viria a retirar mais tarde. A proposta falhada de reforma judicial em Israel, em 2023, e a guerra contra o Hamas em Gaza nos últimos dois anos, têm também sido alvo de críticas por parte de alguns opositores políticos e da sociedade civil como uma tentativa de Netanyahu se manter no poder.
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