Biden quer proibir venda de espingardas de assalto

“Quantos mais massacres estamos dispostos a aceitar?”, questionou o Presidente norte-americano.

04 de junho de 2022 às 10:34
Joe Biden Foto: LEAH MILLIS/reuters
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O Presidente Joe Biden apelou esta sexta-feira ao Congresso para proibir a venda de espingardas de assalto como as que foram usadas nos recentes massacres numa escola do Texas e num supermercado de Nova Iorque.

“Por amor de Deus, porque é que um cidadão comum precisa de uma arma capaz de disparar dezenas de balas em segundos?”, questionou Biden, lembrando que estas armas têm um impacto devastador. “Em Uvalde, os pais tiveram que reconhecer os corpos dos filhos através de amostras de ADN. Estamos a falar de crianças de nove e dez anos. Basta!”, sublinhou o Presidente, acrescentando: “Quantos mais massacres estamos dispostos a aceitar?”.

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Além da proibição da venda de espingardas de assalto, Biden pediu ainda ao Congresso para banir os carregadores de alta capacidade, reforçar a verificação de antecedentes criminais e psicológicos dos compradores de armas e acabar com a imunidade legal dos fabricantes, permitindo que sejam processados pelas mortes e destruição causadas pelas armas que vendem.

Biden garantiu ainda que estas medidas não visam acabar com o direito de posse de armas nos EUA. “Respeito a cultura, as tradições e as preocupações dos donos de armas que cumprem a lei”, afirmou.

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Um homem matou esta sexta-feira a tiro duas mulheres no parque de estacionamento de uma igreja no Iowa, suicidando-se em seguida. O tiroteio ocorreu poucas horas após o discurso de Biden e foi o vigésimo incidente com armas de fogo e múltiplas vítimas desde o massacre numa escola do Texas, na semana passada.

Num outro tiroteio, esta quinta-feira, desconhecidos dispararam sobre os assistentes de um funeral no estado do Wisconsin, ferindo duas pessoas, uma das quais está em estado grave.

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