Bolsonaro impede militares de divulgar relatório que confirma segurança das urnas
Presidente brasileiro quer poder questioná-las se for derrotado na segunda ronda, no dia 30 deste mês.
O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, está a travar a divulgação de um relatório das Forças Armadas que confirmou a segurança das urnas eletrónicas na primeira volta das Presidenciais para poder questioná-la se for derrotado na segunda ronda, no dia 30.
Por ordem de Bolsonaro, as Forças Armadas pressionaram no mês passado o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até conseguirem uma inédita autorização para fazerem uma contagem paralela de votos em secções de voto por todo o Brasil. Mas o resultado dessa fiscalização não foi o que Bolsonaro queria e deixou-o furioso.
Quando o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Oliveira, lhe comunicou que todos os testes tinham confirmado a fiabilidade das urnas eletrónicas, Bolsonaro proibiu a divulgação dos resultados, que, segundo ele, não condiziam com dados que ele tinha apurado, sem dizer quais. E mandou os militares “esforçarem-se mais” em novos testes na segunda volta.
A proibição da divulgação do relatório prenuncia que Bolsonaro se prepara, como tem repetidamente ameaçado, para contestar o resultado se voltar a ser derrotado por Lula na segunda volta. Se os dados dos militares viessem a público, ele ficaria sem o argumento que defende insistentemente, sem provas, de que está a ser preparada uma grande fraude para impedir a sua reeleição.
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