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Justiça eleitoral nega contagem paralela nas eleições do Brasil

Forças Armadas tinham anunciado que iam realizar escrutínio parcial para garantir fiabilidade das Presidenciais de outubro.

13 de setembro de 2022 às 09:45

O Tribunal Superior Eleitoral brasileiro (TSE) desmentiu ontem notícias de que as Forças Armadas iriam realizar uma contagem paralela dos votos das Presidenciais de outubro. Segundo o tribunal, os militares, como qualquer cidadão, poderão fazer a sua própria totalização, mas só após a publicação dos resultados oficiais.

“A totalização dos votos é competência constitucional da Justiça eleitoral e nenhuma outra entidade terá acesso diferenciado a dados. Mas qualquer entidade ou pessoa interessada poderá somar por conta própria os boletins de voto de 10, 100, 300 ou de todas as urnas divulgados após o encerramento da votação”, esclareceu o tribunal, acrescentando que este ano essa contagem paralela ficou ainda mais fácil pois, além de os resultados de cada urna serem afixados na secção de voto, serão igualmente divulgados na internet.

O desmentido foi feito horas depois de a imprensa ter avançado que as Forças Armadas teriam chegado a acordo com o TSE para fazerem uma contagem paralela em 385 urnas espalhadas por todo o Brasil para garantirem a fiabilidade do resultado das Presidenciais, no que parece ter sido mais um episódio do braço de ferro entre a Justiça eleitoral e o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, que, por ordem do Presidente Jair Bolsonaro, tem pressionado por um acesso privilegiado ao escrutínio.

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