Brasil continua dividido ao meio quatro anos após presidenciais entre Lula e Bolsonaro

Sondagem divulgada esta quarta-feira mostra que metade dos brasileiros reprovam a atuação de Lula no comando do país e um pouco menos do que a outra metade aprova.

14 de janeiro de 2026 às 16:36
Bandeira Brasil Foto: Getty Images
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Quatro anos após as tumultuadas eleições presidenciais de 2022, quando Lula da Silva foi eleito derrotando Jair Bolsonaro por somente um ponto de diferença, o Brasil continua polarizado e dividido politicamente ao meio. Sondagem divulgada esta quarta-feira, nove meses antes das novas presidenciais, em Outubro próximo, pelo Instituto Genial Quaest mostra que metade dos brasileiros reprovam a atuação de Lula no comando do país e um pouco menos do que a outra metade aprova.

Segundo o Quaest, Lula é reprovado por 49% dos brasileiros e aprovado por 47%. Os outros 4% restantes ou não têm opinião definida ou preferiram não a expressar.

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O levantamento mostra que pouca coisa mudou desde Dezembro do ano passado, altura da sondagem anterior do instituto, tendo sido registada somente uma ligeira queda no número dos que aprovam o veterano presidente, que tem 80 anos e é candidato assumido à reeleição. Em Dezembro de 2025, os mesmos 49% reprovavam o trabalho de Lula, mas os que aprovavam eram um pouco mais, 48%, um ponto a mais do que hoje.

A confirmação da polarização iniciada quatro anos antes faz prever uma campanha eleitoral novamente agressiva e tumultuada, pois os ânimos estão tão exaltados e extremados como em 2022 ou ainda mais. Há o temor entre autoridades de que a violência volte a marcar mais um periodo eleitoral, com atentados, agressões físicas e mortes, como aconteceu quatro anos atrás.

De acordo com todas as sondagens, somente diferindo os números de acordo com o método usado por cada instituto, se as eleições fossem hoje Lula venceria todos os potenciais adversários, sendo o nome unânime na esquerda. Na direita, o que reina é a divisão e a confusão, pois os grandes partidos que dominam o Congresso apostavam numa candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mas ele até hoje não se decidiu e o seu mentor político, Jair Bolsonaro, inelegível e preso, antecipou-se e escolheu um dos filhos, o senador Flávio Bolsonaro como seu candidato à presidência do Brasil, contra a vontade da maioria dos aliados.

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